Futuros de petróleo sobem após morte do rei saudita

O PMI chinês também influenciou na alta

Londres – Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, após a notícia do falecimento do rei Abdullah, da Arábia Saudita, e uma melhora marginal verificada na atividade manufatureira da China.

Às 7h02 (de Brasília), o Brent para março subia 1,28%, a US$ 49,14 por barril, na plataforma eletrônica ICE, enquanto na Nymex, o petróleo com vencimento no mesmo mês avançava 0,95%, a US$ 46,75 por barril.

O rei Abdullah faleceu ontem, ao 90 anos, e foi sucedido pelo príncipe Salman, seu meio-irmão de 79 anos, enquanto o príncipe Mugrin, de 69 anos, se tornou o próximo na linha de sucessão.

Logo após a notícia, os preços do petróleo chegaram a avançar cerca de 3%, mas reduziram ganhos posteriormente, em meio a incertezas sobre se a sucessão poderá gerar mudanças na política da Arábia Saudita – líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) – para a commodity.

“O novo rei faz parte da elite governante de príncipes há décadas e ele provavelmente manterá as principais características da política saudita”, comentou Simon Powell, chefe de petróleo e gás para a Ásia na corretora CLSA.

Segundo Powell, os dois pontos mais importantes da política atual da Arábia Saudita são preservar a aliança com os EUA e trabalhar no sentido de manter os níveis de produção para defender sua participação de mercado.

O petróleo também foi favorecido pela notícia de que o índice de gerentes de compras (PMI) industrial da China – medido pelo HSBC – avançou para 49,8 na prévia de janeiro, de 49,6 na leitura final de dezembro.

O dado abaixo de 50,0, porém, indica que o setor manufatureiro chinês continua se contraindo. Fonte: Dow Jones Newswires.