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Última atualização 22/08/2017 - 17:20 FONTE

Exterior abre espaço para recuperação da Bovespa

Bolsa brasileira tenta se aproximar novamente dos 59 mil pontos, seguindo refém do estreito intervalo de pontuação que vem marcando este início de mês

São Paulo – Depois de cair nos últimos dois pregões, a Bovespa tenta se aproximar novamente dos 59 mil pontos nesta quinta-feira, seguindo refém do estreito intervalo de pontuação que vem marcando este início de mês. Aliás, o fechamento mais cedo da semana, por causa do feriado nacional nesta sexta-feira (12), tende a inibir os movimentos dos investidores, já que os mercados internacionais funcionam normalmente. Por enquanto, o humor externo está melhor, relegando o rebaixamento do rating espanhol pela Standard & Poor’s (S&P) e digerindo os dados dos Estados Unidos. Por volta das 10h, o Ibovespa subia 0,40%, aos 58.692,16 pontos, na máxima.

Para um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista, a despeito da dinâmica própria assumida pela renda variável brasileira recentemente, por causa das intervenções do governo em diferentes setores da economia e que têm representatividade na Bolsa, o dia hoje deve ser de recuperação. Essa avaliação, segundo ele, se sustenta no desempenho das bolsas no exterior.

Pouco antes do horário acima, o futuro do Dow Jones, em Nova York, mostrava alta de 0,40%, beneficiado pela queda bem maior que a esperada nos pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos EUA, em 30 mil, ante previsão de -2 mil solicitações. Já o déficit da balança comercial ficou em US$ 44,22 bilhões em agosto, ligeiramente pior que a previsão de US$ 44 bilhões. Já o índice de preços das importações subiu mais que o previsto, em +1,1%, ante estimativa de +0,8%.

Já na Europa, as principais bolsas europeias exibiam ganhos ao redor de 1%. A exceção ficava para o mercado acionário em Madri, que caía 0,52%, em reação à decisão da S&P de cortar em dois graus, para BBB-, a nota de risco de crédito da Espanha, mantendo a perspectiva negativa. Agora, contudo, os investidores alimentam esperanças de que o rebaixamento do país deve forçar o governo do primeiro-ministro, Mariano Rajoy, em solicitar formalmente um pedido de ajuda financeira o quanto antes.

Com isso, o euro retorna ao patamar de US$ 1,29, o que também embala as principais commodities industriais. Ainda na agenda econômica norte-americana, às 12h, saem os números semanais oficiais sobre os estoques de petróleo e seus derivados nos EUA. Por fim, às 15h, é a vez do resultado das contas do governo em setembro. Também pouco antes das 10h, o contrato futuro para novembro do petróleo WTI subia 1,37%, a US$ 92,50 por barril.

Ainda assim, o profissional citado acima, que falou sob a condição de não ser identificado, tem dúvidas sobre se os negócios locais seguirão em alta até o fim do dia, principalmente por causa do feriado no Brasil e da proximidade de eventos técnicos, na semana que vem (vencimentos de opções sobre ações e de índice futuro).


“O mercado tem sido sinistro”, avalia, referindo-se ao comportamento destoante da Bolsa brasileira em relação aos mercados referenciais em Nova York. “Na tristeza, se abraçam. Na alegria, não acompanha”, diz.

Por isso, o noticiário doméstico também tende a ser desprezado. O aumento mais fraco das vendas do comércio varejista brasileiro em agosto ante julho, de +0,2%, na série com ajuste sazonal, não deve motivar as ações ligadas ao consumo interno.

Da mesma forma, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar pela décima vez seguida a taxa básica de juros (Selic), para o mínimo histórico de 7,25%, e sinalizar que o patamar baixo deve seguir estável por um período prolongado, ainda não fortifica a atratividade da renda variável em relação à renda fixa.