Dólar sobe com impasse político no Brasil e balança chinesa

Às 9h28, o dólar à vista subia 1,20% aos R$ 3,7960

São Paulo – O dólar à vista rompeu a trajetória de queda dos últimos dias e inicia a primeira sessão da semana com uma valorização em relação ao real nesta terça-feira, 13.

A apreciação da divisa americana no Brasil segue o comportamento observado em relação a moedas de países emergentes e ligados a commodities.

Em parte, as divisas reagem à balança comercial chinesa, que revelou uma queda de 20,4% nas importações em setembro ante agosto. Esse resultado favoreceu a realização de um superávit comercial melhor (US$ 60,3 bilhões) que a expectativa (US$ 47,6 bilhões).

Entre os fatores domésticos a empurrar o dólar para cima está o cenário político mais turvo.

Há expectativa tanto em relação à análise dos pedidos de impeachment, represados na mesa do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), quanto em relação ao possível afastamento do próprio Cunha.

No sábado, 10, líderes dos principais partidos de oposição, entre eles PSDB, DEM, PPS e SD, pediram em nota que o peemedebista se afaste da presidência da Câmara.

Às 9h28, o dólar à vista subia 1,20% aos R$ 3,7960. Na máxima da sessão, chegou a R$ 3,8050. O dólar futuro (contrato para novembro de 2015) sobe com menos ímpeto. No mesmo horário, estava em alta de 0,78% aos R$ 3,8235.

Estados Unidos

Em discurso, o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, voltou a defender a alta na taxa de juros nos Estados Unidos, em discurso nesta terça-feira.

Ele disse que dirigentes de bancos centrais devem fazer sua política baseada em fatores domésticos. Também argumentou que a inflação fraca nos Estados Unidos deve-se a fatores transitórios e que o indicador irá atingir a meta do BC americano. Bullard não vota nas reuniões de política monetária.