Dólar sobe com giro baixo e poucos indicadores

Durante todo o dia, bolsas operaram em um ambiente de baixíssima liquidez e poucos indicadores capazes de direcionar os negócios

São Paulo – O dólar à vista negociado no balcão subiu nesta segunda-feira, 7, praticamente durante todo o dia, em um ambiente de baixíssima liquidez e poucos indicadores capazes de direcionar os negócios.

O dólar à vista fechou em alta de 0,45%, a R$ 2,2250.

A moeda oscilou em margens bastante estreitas durante todo o dia, entre a mínima de R$ 2,2140 (-0,05%) às 9h13 e a máxima de R$ 2,2260 (+0,50%) às 16h26, já perto do fechamento.

O giro foi fraco, próximo de US$ 565,5 milhões no segmento à vista perto das 16h30, sendo US$ 497,6 milhões em D+2. No mercado futuro, o dólar para agosto subia 0,31%, para R$ 2,2375.

No exterior, o dólar mantinha um movimento misto no fim da tarde, de alta ante algumas divisas e baixa frente a outras.

Os investidores seguiam especulando sobre o momento para o aumento dos juros nos EUA, depois de Goldman Sachs e JPMorgan terem antecipado suas previsões de aperto monetário para o terceiro trimestre de 2015.

No Brasil, parte do mercado discutia a possibilidade de o Banco Central, amanhã, quando os negócios fecham mais cedo em função do jogo do Brasil na Copa do Mundo, também não fazer leilão de rolagem dos swaps que vencem em 1º de agosto.

Na última sexta-feira, quando o Brasil venceu a Colômbia, a instituição não fez a operação de rolagem em função da perspectiva de baixa liquidez, já que era feriado nos EUA e Copa do Mundo no Brasil.

Amanhã, os mercados funcionam normalmente em Nova York, mas em horário reduzido por aqui. Resta saber qual será a postura a ser adotada pelo BC.

À tarde, os dados da balança comercial brasileira, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), sugeriram certa melhora no comércio entre o Brasil e os demais países, pelo menos neste início de mês.

O país teve superávit comercial de US$ 1,289 bilhão na primeira semana de julho, o maior valor semanal do ano, o que reduziu o déficit comercial acumulado em 2014 para US$ 1,202 bilhão. Os números, porém, não fizeram preço.

Os dados do boletim Focus, do Banco Central, também foram observados. No caso do câmbio, a previsão para a moeda americana no fim do ano permaneceu em R$ 2,40 e, para 2015, em R$ 2,50.

No entanto, no chamado Top 5, que reúne as instituições que mais acertam, a projeção para o dólar no fim deste ano caiu de R$ 2,30 para R$ 2,25 – um patamar já bem próximo do atual.