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Última atualização 18/08/2017 - 17:20 FONTE

Dólar fecha estável, monitorando quadro político

O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, disse em entrevista que Temer é chefe da "maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil"

São Paulo – O dólar encerrou a segunda-feira praticamente estável ante o real, com os investidores cautelosos diante de mais um capítulo da crise política que envolve o presidente Michel Temer e alimenta incertezas sobre o andamento das reformas, em especial a da Previdência, no Congresso Nacional.

O dólar recuou 0,07 por cento, a 3,2849 reais na venda, depois de ter atingido 3,3152 reais na máxima do dia. O dólar futuro caía cerca de 0,20 por cento no final da tarde.

“Os mercados aguardam novos desdobramentos, mesmo acreditando que a agenda reformista e a política de responsabilidade fiscal não serão desmontadas, independente de Temer continuar ou não”, avaliou a Advanced Corretora em comentário a clientes.

“Ainda assim, o ambiente indefinido gera desconforto”, acrescentou.

O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, disse em entrevista à revista Época que Temer é chefe da “maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil” e que ele usa a máquina do governo para retaliá-lo.

Em resposta, o presidente Temer apresentou nesta tarde à Justiça notícia crime para processar Joesley.

O mercado também esteve de olho na denúncia que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve fazer contra Temer, que já é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por crime, entre outros, de corrupção passiva.

“O desenrolar da crise no Brasil deixa os investidores mais cautelosos”, afirmou o diretor de operações da corretora Mirae, Pablo Spyer.

Em meio a esse ambiente de incertezas, a moeda norte-americana chegou a bater no patamar de 3,31 reais na máxima do dia, quando passou a atrair vendedores. O dólar tem sido negociado em torno de 3,30 reais desde a semana passada, com cautela diante do cenário político.

“Entrou um pouco de fluxo vendedor mas, no geral, a liquidez estava mais baixa”, comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora nacional.

O Banco Central brasileiro vendeu integralmente a oferta de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais –equivalente à venda futura de dólares– para rolagem dos contratos que vencem julho. Com isso, já rolou 3,690 bilhões de dólares do total de 6,939 bilhões de dólares que vence no mês que vem.

No exterior, o dólar tinha alta ante uma cesta de moedas e também ante outras divisas de países emergentes, como o peso mexicano e a lira turca.