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Última atualização 17/08/2017 - 10:19 FONTE

Ibovespa em queda; Petrobras rebaixada…

Ibovespa fecha em queda

Mesmo com a iminência do impeachment e o aumento no preço das commodities, o Ibovespa fechou em queda de 0,6%, marcada pelo pessimismo dos mercados internacionais. Em Nova York, os principais índices fecharam em queda como reação negativa a resultados trimestrais não satisfatórios de empresas. Por aqui, maior alta do índice foi da companhia de concessões CCR, com 2,2%, e a maior baixa foi do Grupo Pão de Áçucar, que reportou queda de 4,95% em decorrência de um primeiro trimestre abaixo do esperado.

Dólar também cai

O dólar caiu pelo segundo dia consecutivo. A queda foi de 0,6% e a moeda fechou em 3,44 reais. No acumulado do ano, a queda é de 12,7%, influenciada pela expectativa de mudança no governo. Ainda nesta quarta-feira, o Banco Central informou que a retirada de dólares do Brasil superou em 1,2 bilhão de reais a entrada na primeira semana de maio. Um retrocesso em relação a abril, quando houve um saldo positivo de 6,5 bilhões de dólares.


Rebaixamento geral

A agência de avaliação de riscos Fitch rebaixou as notas das principais companhias estatais brasileiras do setor energético. A nota petroleira Petrobras, antes classificada como BB+, caiu para BB; e a da Eletrobras, que atua na geração e na transmissão de energia, caiu de BB para BB-. As duas empresas divulgaram, nesta quarta-feira, que a avaliação negativa é consequência do rebaixamento brasileiro no índice, de BB+ para BB, no dia 5. As estatais Furnas Centrais Elétricas e Itaipu Binacional também caíram no índice.

Vendas recuam

As vendas do comércio tiveram seu pior primeiro trimestre desde 2001, com recuo acumulado de 7% de janeiro a março. O IBGE atribuiu o recuo a fatores que têm inibido o consumo, como a inflação alta, as restrições de crédito e a perda de renda da população. O varejo também teve seu pior índice desde 2003, caindo 0,9% em março em comparação com o mês anterior.

Desemprego em alta

O desemprego na América Latina e no Caribe deve ultrapassar a marca de 7% até o final de 2016, de acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira pela Organização Internacional do Comércio, em parceria com a Cepal. No ano passado, o índice já havia tido sua primeira alta desde 2009, atingindo a marca de 6,5%. As crises no Brasil e na Venezuela são as que mais contribuem para o desemprego na região.

Corrupção trilionária

A corrupção custa, por ano, quase 7 trilhões de dólares à economia global, de acordo com um estudo publicado pelo Fundo Monetário Internacional. O desvio de verbas públicas é um problema que, segundo o FMI, afeta tanto os países desenvolvidos quanto os emergentes. O Brasil foi citado pelo fundo como exemplo de que a corrupção pode abalar o sistema político, salientando a importância das investigações. O estudo também ressaltou que o escândalo na Petrobras contribuiu para que o país perdesse o selo de confiabilidade nas principais agências de classificação de risco para investimentos.