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Última atualização 16/08/2017 - 11:32 FONTE

Dólar cede com dados dos EUA e pistas de fluxo positivo

No mercado à vista de balcão, o dólar fechou a R$ 2,039, com perda de 0,05%

São Paulo – Sempre dentro das margens estreitas, definidas pelas intervenções do Banco Central, as cotações do dólar no Brasil continuam oscilando entre a pressão de alta determinada pela aversão ao risco decorrente da deterioração das perspectivas para economia global e a sinalização de queda imposta pela última injeção de recursos anunciada pelo banco central norte-americano, o Federal Reserve. E nesta quinta-feira, diante de dados positivos no mercado de trabalho norte-americano, de alta nos preços das commodities agrícolas e de pistas sobre uma operação de entrada de recursos no País, prevaleceu a queda da moeda norte-americana ante o real, embora o movimento tenha perdido força no final do dia.

No mercado à vista de balcão, o dólar fechou a R$ 2,039, com perda de 0,05%. A clearing da BM&F registrava movimento de US$ 1,5 bilhão, volume que foi considerado bom para uma véspera de feriado. Ainda assim, o mercado à vista da BM&F não registrou transações. No mercado futuro, o contrato de dólar para novembro era cotado a R$ 2,0475, às 16h42, com perda de 0,07%.

“A única coisa que impediu o dólar de cair mais hoje foi, mais uma vez, o Banco Central”, disse um experiente estrategista ouvido pela Agência Estado. No exterior, no horário acima, a moeda norte-americana perdia 0,36% em relação ao dólar australiano, 0,31% em comparação ao dólar canadense e 0,11% ante o dólar neozelandês. O dólar índex, que considera uma cesta de seis moedas fortes, mostrava perda de 0,18% perto das 17h00.


Todas essas moedas, assim como o real, são fortemente influenciadas pelo comportamento dos preços das commodities e, nesta quinta-feira, o governo dos Estados Unidos soltou um relatório com estimativas sobre produção e demanda por grãos que chamou a atenção dos investidores. Depois de feitas as avaliações dos dados, houve pressão de alta na maioria das cotações, inclusive na soja, e isso ajudou as moedas a subirem ante o dólar.

Além disso, os dados de auxílio-desemprego nos Estados Unidos aliviaram, pontualmente, o ambiente de aversão ao risco e ajudaram a abrir espaço para o avanço das moedas emergentes. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, o declínio no número de trabalhadores americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego foi de 30 mil, para 339 mil, após ajustes sazonais, na semana até 6 de outubro. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam queda de 2 mil solicitações.

Internamente, os operadores sentiram pressão de queda do dólar decorrente de uma entrada de recursos que, no entanto, não souberam identificar. Já quanto à queda da Selic, para 7,25% anunciada na quarta-feira à noite, a avaliação foi de que a medida foi antecipada e não influenciou nesta quinta-feira.