Bolsas da Ásia caem após dados econômicos da China

Os bancos tiveram queda após o JPMorgan informar perdas de US$ 2 bilhões com transações

Tóquio – As Bolsas da Ásia fecham em baixa, encerrando uma semana de perdas na região, depois que desapontadores dados econômicos da China acrescentaram preocupações de que possa haver desaceleração na segunda maior economia do mundo, enquanto os papéis de bancos tiveram queda após o JPMorgan informar perdas de US$ 2 bilhões com transações. A crise das dívidas soberanas na zona do euro continuaram também a pesar no sentimento do investidor.

A Bolsa de Hong Kong terminou em baixa pelo sétimo dia consecutivo e em seu menor nível em quase quatro meses, uma vez que os leves dados da China não foram suficientes para estimular os investidores. O índice Hang Seng caiu 1,3% e fechou aos 19.964,63 pontos, menor patamar desde 16 de janeiro.

As Bolsas da China também encerraram em queda. Os investidores ficaram decepcionados com os números de abril da produção industrial e da inflação, que indicam que a segunda maior economia mundial ainda tem muito o que fazer para inverter a tendência de desaceleração. O índice Xangai Composto recuou 0,6% e terminou aos 2.394,98 pontos, abaixo do nível psicológico dos 2.400 pontos – na semana, o índice acumulou queda de 2,3%. O índice Shenzhen Composto também caiu 0,6% e finalizou aos 960,53 pontos.

O iuane subiu ante o dólar, com realizações de lucros em posições curtas na moeda chinesa antes do fim de semana. No mercado de balcão, o dólar fecho cotado em 6,3106 iuanes, de 6,3140 iuanes. A taxa de paridade central dólar-iuane foi fixada em 6,2952 iuanes, de 6,2941 iuanes, na véspera.

Em Taiwan, a Bolsa de Taipé fechou em queda, com as crescentes dúvidas sobre as perspectivas de crescimento da economia global. O índice Taiwan Weighted caiu 1,10% e terminou aos 7.402,37 pontos.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, encerrou em baixa pelo terceiro dia consecutivo. O índice Kospi retrocedeu 1,43% e fechou aos 1.917,13 pontos, após o JPMorgan anunciar uma perda comercial de US$ 2 bilhões em derivativos.

Na Austrália, a Bolsa de Sydney sucumbiu à aversão ao risco dos mercados globais após o anúncio feito pelo JPMorgan. O índice S&P/ASX 200 recuou 0,24% e terminou aos 4.285,07 pontos.

Já a Bolsa de Manila, nas Filipinas, fechou em queda, à medida que os investidores continuaram a realizar lucros em meio aos contínuos temores sobre a situação política na Europa. O índice PSE caiu 0,7% e terminou aos 5.158,14 pontos, com pesado volume de negociações.


A Bolsa de Cingapura teve a maior baixa em três meses, fechando uma semana em que o índice Straits Times recuou 3,6% em meio a renovadas incertezas sobre a economia europeia e desapontamento com os ganhos dos papéis locais. Hoje, o índice recuou 0,7% e terminou aos 2.883,40 pontos, menor patamar desde 30 de janeiro.

O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, perdeu 0,5% e fechou aos 4.114,14 pontos, com vendas de investidores estrangeiros de papéis ligados a empresas de recursos naturais em maio à queda de preços do petróleo.

O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, terminou estável, aos 1.191,01 pontos, com compras de papéis baratos ajudando a conter a queda inicial do índice.

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, recuou 0,2% e fechou aos 1.584,32 pontos, seguindo os declínios nos mercados regionais após o JPMorgan informar perda de US$ 2 bilhões. As informações são da Dow Jones.