As 10 ações que mais subiram e caíram na semana

Construtoras revertem ganhos da semana anterior e V-Agro se destaca como alta

São Paulo – Uma eleição “sem eleitos” na Grécia e a troca de comando na França refletiram nesta semana em todo mercado financeiro.

Na Grécia, os partidos encontram dificuldades de formar um governo de coalisão, o que pode colocar em risco as condições negociadas para um resgate do país pela Europa.

Já na França, a escolha de François Hollande para presidente traz a ameaça de que as medidas de austeridade fiquem mais distantes do país.

Aqui no Brasil a bolsa também sentiu os efeitos e o Ibovespa acumulou no período uma queda de 2,26%, terminando a semana abaixo dos 60 mil pontos, em 59.445.

Confira as ações do índice que mais subiram e mais caíram nesta semana:

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Empresa Ação Preço (R$) Variação %   Empresa Ação Preço (R$) Variação %
Vanguarda Agro VAGR3 0,43 19,44   Rossi RSID3 7,15 -13,54
Cielo CIEL3 60,35 6,63   PDG Realty PDGR3 4,53 -8,55
Santander SANB11 16,2 4,99   Braskem BRKM5 12,26 -8,23
CESP CESP6 37,15 3,83   B2W BTOW3 7,15 -8,1
Renner LREN3 63,75 3,49   Fibria FIBR3 14,45 -6,47
Cemig CMIG4 36,65 3,24   Usiminas USIM3 16,51 -6,09
Redecard RDCD3 33,03 2,9   Vale VALE5 38 -6,03
Duratex DTEX3 10,8 2,76   Vale VALE3 39,1 -5,85
Sabesp SBSP3 76 2,7   CSN CSNA3 14,56 -5,7
TIM TIMP3 10,78 2,67   Cyrela Realty CYRE3 14,94 -5,32

V-Agro sobe mais de 20%
A Vanguarda Agro, antiga Brasil Ecodiesel, foi a maior alta da semana no Ibovespa, com uma valorização de quase 20%. O empresário Enrique Bañuelos reduziu sua participação na produtora de grãos ao vender 11% do capital da empresa para Octaviano Pivetta, fundador da Vanguarda Participações e principal acionista da empresa. A operação somou 42 milhões de euros.

Com isso, a Veremonte Participações, de Bañuelos, que já havia se retirado da gestão da empresa por uma disputa societária, fica com uma participação de apenas 3%.

Apesar da alta forte, vale ressaltar que a ação tem baixo volume de negociação e preço inferior a 1 real, o que facilita fortes mudanças na cotação. Entre o início de abril e este mês, por exemplo, sempre que o papel registrou oscilação, foi acima de 2%, com pico de alta de 13,51% em 9 de maio e pico de baixa de 7,69% no último dia 4.

Construtoras revertem alta

Após dominarem o ranking das maiores altas do Ibovespa na semana passada, as ações do setor de construção civil devolveram parte dos ganhos e as principais empresas se destacaram entre as maiores quedas, com destaque para os papéis da Rossi Residencial.

Em relatório enviado para clientes, o analista Dan McGoey, do Citi, chama atenção para uma correção além da conta nos papéis. Por conta disso, ele mantém recomendação de compra para as ações, mas as classifica como de “alto risco”.

Segundo ele, o setor imobiliário oferece grandes oportunidades de crescimento, dado o perfil demográfico do país, alta demanda por habitação e maior acesso ao crédito imobiliário. “As ações da Rossi passaram por uma nova avaliação nos últimos 12 meses enquanto o risco de execução da companhia é compatível com o de seus pares”, afirma. “Com base em nossa perspectiva acreditamos que, apesar do risco alto, os investidores estão sendo compensado adequadamente”, disse o analista.

Além das construtoras, outro papel que se destacou entre as principais baixas foi o da B2W. A empresa de comércio eletrônico divulgou nesta semana um prejuízo no primeiro trimestre, decepcionando mais uma vez. Só no pregão seguinte a divulgação de resultados, o papel perdeu mais de 5%.

Os números do trimestre atrapalharam outra companhia. A Braskem foi outra empresa que após divulgar uma queda de 50% em seu lucro, viu seus papéis ficarem entre as principais quedas da semana.