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Última atualização 16/08/2017 - 17:20 FONTE

Após abrir estável, dólar à vista passa a recuar

O ajuste negativo acompanha o mercado futuro da BM&FBovespa, onde o contrato de dólar para novembro de 2012 opera em baixa desde o começo dos negócios

São Paulo – O dólar no mercado à vista de balcão abriu há pouco em estabilidade e na máxima até o momento, a R$ 2,040, mas logo depois testou o campo negativo. Até 9h37, a mínima foi de R$ 2,0380, baixa de 0,10%. O ajuste negativo acompanha o mercado futuro da BM&FBovespa, onde o contrato de dólar para novembro de 2012 opera em baixa desde o começo dos negócios. Às 9h37, o dólar para novembro caía 0,24%, a R$ 2,0440, após tocar mínima de R$ 2,0430 (-0,29%) e máxima em R$ 2,0470 (-0,10%).

Apesar dessas perdas iniciais, alguns operadores do mercado de câmbio consideram possível uma realização de lucros pontual durante a sessão, já que o dólar vem se mantendo acima do patamar de R$ 2,04 há alguns dias. “Isso dependerá de uma melhora do humor do mercado externo ao longo do dia”, disse uma fonte de tesouraria de um banco.

Até agora, os principais fatores que estão pressionando o dólar para baixo no exterior e no Brasil são a alta dos preços futuros das commodities (petróleo e algumas agrícolas e metálicas) e a valorização do euro, após a agência Standard & Poor’s rebaixar na quarta-feira (10) a Espanha e deixar o país à beira do grau especulativo.

No final da tarde de quarta-feira(10), a S&P reduziu o rating da Espanha em dois graus, para ‘BBB-‘, e manteve a perspectiva negativa do país. A expectativa nos mercados é de que ação da S&P deve elevar a pressão para que o primeiro-ministro (Mariano Rajoy) procure assistência externa, talvez já na próxima cúpula da (União Europeia), nos dias 18 e 19 de outubro.

De imediato, as atenções dos agentes financeiros estão voltadas para as reuniões dos líderes do Fundo Monetário Internacional e do G-7 para discutir medidas para solucionar os problemas da dívida da zona do euro. Às 9h45, o euro estava em US$ 1,2925, de US$ 1,2875 no fim da tarde de quarta-feira (10). O dólar norte-americano recuava em relação ao dólar australiano (-0,47%), ao dólar canadense (-0,36%), à rupia indiana (-0,69%) e ao dólar neozelandês (-0,11%).

No Brasil, a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central de baixar a Selic de 7,50% para 7,25% colabora para reduzir o diferencial de taxas entre o Brasil e outros países no mundo, disse o Ministro da Fazenda, Guido Mantega. “A redução dos juros nos ajuda a diminuir a arbitragem e a impedir a valorização do real”, afirmou ele na quarta-feira (10) à noite, depois de participar de uma reunião dos Brics, em Tóquio. Perguntado sobre o que ele espera para a próxima reunião do Copom, Mantega disse: “eu não espero nada.”

Para o mesmo operador citado acima, a decisão do Copom deve mexer pouco com o mercado de câmbio, porque já tinha sido precificada pelos agentes financeiros e a decisão não foi unânime. “Como houve divisão no placar da reunião – cinco membros votaram a favor do corte e três pela manutenção -, o mercado passou a avaliar que o ciclo de afrouxamento monetário poderá ser interrompido em novembro. “Pode ser praticamente neutro hoje o impacto sobre o câmbio”, afirmou a fonte.