Aguarde...

Análises | 14/08/2012 06:15

Por que o JP Morgan ainda não aposta na Gafisa

Papéis acumulam uma impressionante alta de 43% em agosto

Germano Luders

Gafisa

Empresa precisa reduzir o endividamento, afirma o banco

São Paulo – A expressiva alta de 43% das ações da Gafisa (GFSA3) no mês de agosto na bolsa não foi suficiente para mudar a visão pouco emocionada dos analistas do JP Morgan em relação à construtora. Não é possível negar a melhora nas operações, principalmente após o balanço do segundo trimestre, mas o índice de endividamento continua elevado, ressaltam Adrian E. Huerta e Marcelo Motta, que assinam a análise.

“Enquanto o momento da ação parece ser positivo com base na melhora da geração de caixa e das margens operacionais no segundo trimestre, acreditamos que a ação já incorpora um aprimoramento ainda maior nas margens”, explicam. O banco explica que a empresa precisa diminuir o índice dívida líquida/ patrimônio líquido para um nível entre 70% e 80%, o que exigiria um corte de 1 bilhão de reais em dívidas.

Endividamento

O patamar está atualmente em torno de 110% e a dívida líquida em 3,09 bilhões de reais. De acordo com os cálculos de Huerta e Motta, atingir tal objetivo pode ser uma tarefa bastante árdua considerando o atual plano de lançar entre 2,7 bilhões de reais e 3,3 bilhões de reais ao ano.

“Portanto, achamos que a empresa poderia reduzir ainda mais o seu tamanho; caso contrário, ela poderia levar muitos anos para desalavancar o seu balanço, o que nos mantém com uma recomendação de alocação abaixo da média do mercado”, afirmam.

O JP Morgan lembra que a meta atual da Gafisa é gerar entre 500 milhões de reais e 700 milhões de reais em caixa, o que exclui os altos custos com juros (420 milhões de reais). “Ajustando por esses custos, a meta seria entre 80 e 280 milhões de reais, mais do que a empresa pode gerar de maneira sustentável”, ressaltam.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados

>