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Análise | 03/09/2012 17:28

Por que a Vale ainda tem força na bolsa, segundo o Itaú BBA

Analistas apostam na venda de ativos para geração de caixa

Agência Vale

Mina da Vale, em Carajás, no Pará

Mesmo com cenário desfavorável, Itaú BBA ainda aposta na ações da Vale

São Paulo - Com os preços do minério de ferro atingindo valores inferiores a 100 dólares, a Vale ficou desacreditada no mercado e entre os investidores. Foi a primeira vez desde 2009 que a commodity, usada na fabricação do aço, chegou a esse preço, influenciada pela desaceleração industrial na China. Mesmo assim, há ainda quem aposte na Vale, como os analistas do Itaú BBA.

O analista Marcos Assumpção reafirma em um relatório sua recomendação de “outperform” (desempenho acima da média do mercado) para os papéis preferenciais de classe A (VALE5), com preço-alvo de 46 reais por ação para o fim de 2013.

Ele ressalta que mesmo em um cenário de enfraquecimento no preço do minério de ferro, a mineradora ainda tem formas de otimizar sua carteira de ativos. A venda de 10 embarcações, por 600 milhões de dólares concretizada na sexta-feira, é um exemplo desses recursos.

Segundo o relatório, a Vale pode obter 8,5 bilhões de dólares com a venda de ativos, como navios, blocos de petróleo e gás, carvão térmico, alumínio, entre outros. Marcos acredita que a Vale irá, desta forma, se concentrar em projetos lucrativos, diminuindo os investimentos, além de ajustar os dividendos a uma expectativa menor de geração de fluxo de caixa livre.

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