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Ações | 27/06/2012 11:28

OGX cai quase 30% com notícias do poço no Campo de Tubarão Azul

Analistas do BofA chamam resultados de decepcionantes e reduzem recomendação para ações da empresa

Plataforma de petróleo

Plataforma da OGX: empresa decepciona e ações desabam hoje

São Paulo – Após anunciar suas projeções de vazão para o Campo de Tubarão Azul, antes chamado de Waimea, na noite de ontem (após o fechamento do mercado), as ações da OGX (OGXP3) sofrem hoje os efeitos que a notícia teve para o mercado. Os papéis abriram em queda de 28% e, na mínima do dia, já chegaram a perder 29,4%, cotados em 5,91 reais. No mercado de opções, as variações foram ainda mais fortes.

A empresa anunciou que, após cinco meses, concluiu os testes de longa duração na região que fica na Bacia de Campos. A conclusão é de que a área tem capacidade de ideal de 5 mil barris de óleo equivalente por dia por poço para os dois primeiros poços nesse estágio inicial. Há pouco, a OGX anunciou que fará às 18h15, horário de Brasília, uma teleconferência para explicar o anúncio.

Em relatório de análises enviado para clientes, os analistas do Bank of America Merrill Lynch chamaram o anúncio do resultado de “decepcionante”. “Embora ainda seja um nível absoluto de produção bom, ele é abaixo do menor nível que foi estimado pela diretoria. Achamos que isso é uma enorme decepção que pode ter um efeito duradouro sobre o preço da OGX”, afirmaram Frank McGann e Conrado Vegner em relatório.

Com a notícia, os analistas reduziram a recomendação dos papéis de neutro para underperform (desempenho estimado abaixo do mercado), com um preço-alvo estimado em 7,30 reais (a projeção anterior era de 19,50 reais), um potencial de baixa de mais de 12% sobre o preço do papel no pregão de ontem.

Os analistas do Bank of America acreditam que a notícia coloca todo o projeto de crescimento da OGX em risco. “Os planos de crescimento da companhia foram construídos em cima do desenvolvimento de descobertas significativas de recursos naturais. Porém, a diretoria considerou uma produção mais agressiva (algo em torno de 15 mil a 20 mil barris por dia)”, escreveram os analistas.

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