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São Paulo – A OGX (OGXP3) sofreu no pregão desta quarta-feira os efeitos da divulgação “decepcionante” dos testes de vazão no Campo de Tubarão Azul, na Bacia de Campos. O mercado recebeu mal as projeções da empresa e as ações terminaram com queda de 25,33%, aos 6,25 reais. No ano, a queda já chega a 54%.
A repercussão fez com que a empresa anunciasse nesta tarde uma teleconferência com o mercado hoje, às 18h15 (horário de Brasília) para explicar o anúncio. A apresentação será disponibilizada no link www.ccall.com.br/ogx/270612p.htm no horário marcado.
Após cinco meses de testes, a petroleira do empresário Eike Batista concluiu que a área em questão tem uma capacidade de vazão ideal de 5 mil barris de óleo equivalente por dia por poço para os dois primeiros poços nesse estágio inicial. Conforme apontam os analistas do Bank of America Merrill Lynch em relatório, a projeção inicial era de algo em torno de 15 mil a 20 mil barris por dia.
A movimentação atípica em papéis também provoca fortes oscilações no mercado de opções.
Decepção
“Embora ainda seja um nível absoluto de produção bom, ele é abaixo do menor nível que foi estimado pela diretoria. Achamos que isso é uma enorme decepção que pode ter um efeito duradouro sobre o preço da OGX”, afirmaram os analistas do BofA Frank McGann e Conrado Vegner em relatório enviado para clientes. O BofA reduziu o preço-alvo para a ação em mais de 60%, de 19,50 reais para 7,30 reais, e mudaram a recomendação de neutra para underperform (desempenho esperado abaixo do mercado).
Os analistas do Santander Christian Audi e Vicente Falanga Neto também receberam mal a notícia e, conforme aponta reportagem da agência Bloomberg, reduziram a recomendação dos papéis de compra para manutenção. O preço-alvo de 21 reais projetado para o final desse ano saiu de cena e passou para 12,50 reais para o final de 2013.
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