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Banco prefere as ações das corretoras de imóveis aos papéis das construtoras
São Paulo – O HSBC revisou as estimativas para 7 ações de empresas do setor imobiliário na Bovespa e o cenário pintado não é bonito. O setor enfrenta problemas estruturais e teve que pisar no freio e adiar novos lançamentos. Em 12 meses, o índice IMOB – que acompanha o setor – acumula uma desvalorização de 17%, enquanto o Ibovespa – principal índice da bolsa brasileira – cai 15%.
“As empresas passam por um momento negativo, e vemos poucas perspectivas de que os investidores queiram pagar antecipadamente por promessas de uma mudança na situação, que deixaram de se concretizar no passado”, destaca o analista Felipe Rodrigues, em relatório. “Elas responderam com reduções acentuadas nos lançamentos de projetos e instituindo medidas para ‘arrumar a casa’”, diz.
Ainda assim, Rodrigues afirma que mantém a opinião pessimista sobre o setor no curto prazo e que, apesar dos múltiplos baixos das empresas, uma elevação nas indicações para as ações tem que estar sincronizada a sinais mais claros de melhoria na execução dos projetos. Apenas a LPS Brasil e a BR Brokers, que atuam na intermediação das vendas, possuem recomendação equivalente a compra das ações.
“Continuamos a gostar da história das corretoras de imóveis (imobiliárias), apesar de ajustarmos nossas estimativas de crescimento no mercado secundário para níveis mais conservadores. Nossa opinião positiva sobre o segmento continua a se apoiar nos retornos de dois dígitos do fluxo de caixa livre da BR Brokers e da LPS”, ressalta. Confira a seguir as estimativas do HSBC para as empresas.
O HSBC explica que tem uma visão negativa em relação a uma proposta enviada pela Vinci Partners que visa capitalizar a empresa em 800 milhões de reais por meio de um bônus de subscrição. A proposta será votada em assembleia geral extraordinária marcada para julho.
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