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São Paulo – Ao contrário de seus pares que atuam no setor de siderurgia, as ações da Gerdau (GGBR3, GGBR4) estão com alta acumulada neste ano e se destacam como uma das maiores valorizações do Índice de Materiais Básicos (IMAT) da BM&FBovespa.
Enquanto as ações ordinárias sobem 18,3% até sexta-feira, e as preferenciais têm valorização de 20,57% no mesmo período, o IMAT desce 2,68% e o Ibovespa desce 6,05%. Em comparação com as outras empresas do setor, a Usiminas (USIM5) cai 39,41% e a CSN (CSNA3) tem desvalorização de 25,02%.
“O que vemos de mais positivo na empresa é a ausência dos fatores negativos que as outras têm”, resume Henrique Florentino, da equipe de análises da UM Investimentos.
Isso porque um dos principais pontos que afetou os papéis das duas concorrentes foi a proibição imposta pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) de deixar que a CSN comprasse mais ações da Usiminas.
Além disso, destaca o analista, a empresa elimina alguns riscos que as concorrentes trazem. A CSN, exemplifica Florentino, tem as áreas de mineração e siderurgia na mesma empresa.
O que esperar?
Um dos pontos que podem estar no radar dos investidores da Gerdau é um possível aumento de preços por parte das empresas. A CSN, por exemplo, já sinalizou para distribuidores que pretende aumentar preços ainda neste mês, algo que, segundo Florentino, costuma ser acompanhado por outras do setor.
“Com a desvalorização do real, as empresas têm mais espaço para reajustar preço”, ressalta o analista.
Sobre os riscos, Florentino destaca a questão macroeconômica. “Esse é um setor muito sensível a uma desaceleração econômica, inclusive na China e nos Estados Unidos”, diz o analista. Mas na opinião de Florentino, esse risco já está bem precificado.
O analista não recomenda ações do setor, mas tem o preço-alvo estimado em 21 reais para o papel da empresa.
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