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A Embraer divulgou que sua carteira de pedidos caiu para US$ 12,9 bilhões em junho
São Paulo - A queda na carteira de pedidos da Embraer fez o JPMorgan reduzir o preço-alvo para a ação da fabricante de aviões, mas a recomendação foi mantida em "compra" após a queda considerada excessiva do papel nesta semana.
"Reconhecemos que a demanda por jatos comerciais menores e aviões executivos é fraca, o que deve afetar as vendas e as margens (da Embraer)", escreveu em relatório nesta sexta-feira o analista Joseph Nadol, do JPMorgan.
Ele projeta um preço justo para os recibos de ações da empresa negociados em Nova York de 33 dólares, contra 45 dólares anteriormente.
No fim da terça-feira, a Embraer divulgou que sua carteira de pedidos ("backlog") caiu para 12,9 bilhões de dólares em junho, no menor nível em seis anos. A notícia motivou forte baixa da ação da companhia no dia seguinte.
Como resultado da deterioração do "backlog", o JPMorgan diminuiu a previsão de entregas de aeronaves comerciais pela Embraer em 2013 e 2014 para 90 e 80 unidades, respectivamente. A estimativa anterior era de 110 e 95 aviões.
A Embraer precisará de novas encomendas para assegurar os níveis de entregas projetados para os próximos dois anos. "Vinte e cinco por cento do 'backlog' consiste em aviões para as companhias aéreas Azul, Flybe e JetBlue que serão entregues em 2015 e depois disso, contribuindo para a necessidade de pedidos no curto prazo".
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