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Centro de distribuição da B2W em São Paulo: em novembro de 2011, a empresa acumulava 100 000 reclamações de consumidores
São Paulo – Com uma alta de 17% somente no mês de setembro, a B2W (BTOW3) já passou por dias mais turbulentos na bolsa, mas isso não significa que seu futuro seja tranquilo.
Parte do mercado ainda considera a possibilidade de sua controladora, a Lojas Americanas (LAME4), lançar uma oferta para fechar o capital caso o preço das ações caia forte novamente. O analista José Cataldo, da corretora Ágora, compartilha desta opinião. “Acreditamos que a Lojas Americanas reconhece o valor do negócio da B2W e acredita muito num ponto de virada, o que pode ser apenas uma questão de tempo se a B2W conseguir achar uma forma de se destacar entre seus competidores, gerando resultados positivos”, avalia em um relatório.
O relatório destaca que o fato de a B2W possuir muitas categorias de produtos e alta capacidade de armazenamento não é uma vantagem competitiva se os concorrentes oferecem preços melhores ou similares.
Recentemente, a empresa anunciou um plano de investimentos de mais de 1 bilhão de reais para o período de 2013 a 2015 em tecnologia, inovação e logística. Nesse período, estão previstos dez novos centros de distribuição no país.
“Estes investimentos devem contribuir para o aumento da competitividade, embora não existam garantias de que os concorrentes não farão o mesmo. Acreditamos que as operações da empresa apresentarão melhoras nos próximos trimestres, o que ajudaria a financiar estes investimentos com fundos próprios e novas linhas de crédito”, avalia Cataldo.
O analista mantém a recomendação classificada em “manter”, com preço-alvo de 9,20 reais, um potencial de desvalorização de 1,7%.
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