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Preço-alvo por ação do Fleury em 12 meses continua em 25 reais, um potencial de valorização de 14%
São Paulo – Após uma queda de 17% na Bovespa no mês passado, as ações do Fleury (FLRY3) começam a ter uma avaliação menos pessimista por parte do HSBC. Os analistas Luciano Campos e Caio Moscardini elevaram a recomendação às ações de alocação abaixo da média de mercado (underweight) para neutra. O preço-alvo por ação em 12 meses continua em 25 reais, um potencial de valorização de 14%.
No entanto, a avaliação do banco é bastante cautelosa com o curto prazo do Fleury. O segundo semestre traz um tom negativo, com uma
combinação desafiadora de desaceleração no crescimento, pressões de custos e estimativas do consenso ainda elevadas, segundo projetam os analistas.
“A expansão orgânica de unidades de atendimento do Fleury está pressionando a produtividade de exames por metro quadrado e prejudicando as margens.da empresa”, explicam Campos e Moscardini.
Eles explicam que a falta de poder de colocação de preços das prestadoras, como o Fleury, em relação às pagadoras (empresas de seguro de saúde, principais clientes das prestadoras) está se tornando mais evidente, conforme o mix de produtos relacionado a aquisições diminui com o tempo. “A desaceleração da atividade econômica, combinada com a alta inflação de mão de obra e aluguel contribui para um segundo semestre ainda desafiador”, adverte o relatório.
Desempenho recente
Em 2012, as ações do Fleury registram valorização de 5,3%, perdendo para empresas pares como Amil (AMIL3), com alta de 22%, e Odontoprev (ODPV3), com valorização de 18%. Os papéis da Dasa (DASA3) amargam queda de 27% no período.
O Fleury apresentou lucro líquido de 32 milhões de reais entre abril e junho, queda de 3,1% ante o mesmo período de 2011. "Nós temos acelerado a maturação da expansão de 2011 e que foi concluída no final do ano. Também temos feito investimentos em equipamentos de imagem, o que melhora nossa receita", disse recentemente à Reuters o presidente da companhia, Omar Hauache.
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