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Ações | 18/07/2012 06:00

Cielo sobe quase 100% e se destaca no índice financeiro

Analistas apontam fatores positivos e não acreditam que concorrência a afete fortemente, mas têm dúvidas sobre continuidade da valorização

Lemos, da Ágora, destaca outro ponto positivo que tem ajudado a credenciadora de cartões. “Na gestão atual, a Cielo começou a fazer antecipação de recebíveis, algo que não tinha antes”, lembra. Nesse serviço, a empresa antecipa para o cliente o que ele tem para receber cobrando juros e gerando uma receita.

Única na bolsa?

A Cielo corre o “risco” de ficar sozinha na bolsa. Sua principal concorrente, a Redecard, está em meio a um processo para o possível fechamento de capital por meio de uma oferta pública de aquisições (OPA).

O preço “travado” em 35 reais para a Redecard por conta desse fechamento de capital é um dos fatores que faz com que a empresa não se saia tão bem no mercado financeiro quanto a Cielo, na visão do analista da Ágora.

Se o fechamento de capital funcionar, a Cielo pode levar alguma vantagem.

Conforme lembram os analistas da Coinvalores, o medo inicial era de que a empresa poderia sofrer por ter que divulgar mais informações que a Redecard. Porém, o fato do setor ser bom faz com que alguns investidores da Redecard possam querer migrar para a Cielo o que seria positivo para a empresa.

Possíveis riscos

Na hora de destacar desafios para a empresa, os analistas não veem muitos fatores. A concorrência, por exemplo, já é algo considerado no preço das ações.

Os analistas da Coinvalores destacam o risco tecnológico. Como é muito ligada a novas tecnologias, novos concorrentes podem fazer a empresa precisar buscar outros meios tecnológicos para competir bem.

Valorização limitada

A ação já subiu muito e, mesmo com tantos fatores positivos, ainda divide opiniões sobre a continuidade de sua valorização.

Na Ágora, a recomendação é de manutenção do papel, com um preço-alvo de 64 reais. “Apesar do baixo potencial de alta, ainda não recomendamos venda pois a empresa tem bons dividendos”, afirma Lemos.

Já na Coinvalores, a recomendação é de compra e os analistas esperam um preço de 73 reais para o papel em 12 meses.

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