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Máquina da Cielo: empresa já subiu quase 100% em 12 meses
São Paulo – Num índice composto por muitas ações de bancos como é o financeiro (IFNC), não é difícil um papel se sobressair no atual cenário de pressão sobre os juros e spreads. Mas o papel da Cielo (CIEL3) se destaca com uma larga vantagem frente a outras empresas da carteira.
Enquanto o índice tem baixa de 2,65% no ano até esta terça-feira, a ação da Cielo sobe 57,78%. No mesmo período, o Ibovespa tem queda de 5,01%. Em 12 meses, a alta do papel é ainda maior, com valorização de 94,39%.
Recentemente, as empresas desse setor passaram por uma grande mudança, com a quebra de exclusividade das bandeiras, que fez muito investidor se preocupar que a companhia pudesse sofrer com a concorrência. “A Cielo se ajustou muito bem a essas mudanças e é uma empresa bem capitalizada com forte geração de caixa”, afirma Aloisio Lemos, analista da Ágora, corretora do Bradesco.
A empresa até perdeu alguma fatia de mercado para a Redecard, como era de se esperar com o fim da exclusividade, mas continua numa posição forte. As duas empresas estão sujeitas à concorrência, mas a estimativa da Ágora é que novos adquirentes tenham cerca de 15% do mercado nos próximos cinco anos. Ou seja: ainda sobra 85% para Cielo e Redecard. “Esse é um risco que já está na conta”, diz.
Além disso, destaca o analista, mesmo que a empresa perca alguma participação no mercado, o potencial de crescimento desse setor ainda é muito grande, com cada vez mais consumidores usando os meios de pagamento plásticos.
Os analistas da Coinvalores destacam outro fator que impulsiona as ações da empresa. A Cielo vem se destacando como uma boa pagadora de dividendos, o que atrai a atenção do mercado especialmente em momentos de crise.
Além disso, avalia a Coinvalores, a companhia tem buscado novas tecnologias para seu serviço, fato provado recentemente com a aquisição da Merchant e-Solutions (MeS), plataforma tecnológica meios de pagamento, por 670 milhões de reais.
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