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Mercados | 16/08/2012 06:05

Ação da Vale é a pior entre as maiores do setor no mundo

Empresa é muito dependente da China, cujo crescimento econômico está em xeque

Agência Vale

Mina da Vale, em Carajás, no Pará

São Paulo – As ações da Vale (VALE3; VALE5) são as piores entre as maiores mineradoras do mundo no período de um ano. Com forte dependência das perspectivas para a economia chinesa, os papéis da maior extratora de minério de ferro apresentam uma queda de quase 30% em Nova York, variação pior do que as concorrentes Anglo (-18%), Rio Tinto (-15%), Xstrata (-13%), Glencore (-12%) e BHP (-1,8%).

Vários bancos e economistas, além do FMI (Fundo Monetário Internacional), têm colocado a China como um fator determinante para o desempenho da economia mundial nos próximos anos. Mesmo com uma política de estímulos do governo, o país tem desacelerado nos últimos meses e as projeções recuado. A revisão mais recente foi a do banco Morgan Stanley.

Neste ano, eles esperam uma expansão de 8%, ante projeção inicial de 8,5%. Já para 2013, eles acreditam num crescimento de 8,6% do PIB chinês, ante projeção de 9%. A equipe de análises avisou que aguarda mais mudanças nas projeções. “Esperamos que uma onda de revisões nas expectativas aconteça e acreditamos que nossos números devam continuar em linha com a ponta mais alta do intervalo do mercado”, afirmaram em um relatório.

O lucro líquido da empresa ficou em 5,314 bilhões de reais, uma queda de 48% na comparação com o registrado um ano antes e de 21% sobre o primeiro trimestre. A geração de caixa (Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 10,095 bilhões de reais, 30,3% abaixo do visto no mesmo período de 2011 e 14,8% acima do registrado no início do ano.

Minério de ferro

Os preços do minério de ferro acompanharam o menor fôlego da economia chinesa e também recuaram. Desde o começo de julho, a queda chegou a 15%, para 115 dólares por tonelada. De acordo com o Bank of America Merrill Lynch, a expectativa é de que os preços se recuperem para em torno 130 dólares por tonelada no ano que vem, mas reiteram que a projeção é arriscada porque existe a possibilidade de a economia demorar a responder aos estímulos.

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