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As ações da TIM acumulam uma queda de 5% no ano
São Paulo - Mesmo enfrentando um cenário econômico desfavorável e as pressões regulatórias da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), a TIM (TIMP3) continua sendo a aposta preferida dos analistas do HSBC no setor de telecomunicações na América Latina. As ações da TIM acumulam uma queda de 5% no ano, contra uma leve baixa de 0,3% da Vivo (VIVT4) e a alta de 13% da Oi (OIBR3; OIBR4).
Considerando uma redução no crescimento do segmento de telecomunicações devido ao enfraquecimento da economia, os analistas Richard Dineen , Sean Glickenhaus e Luigi Minerva que assinam o relatório, recomendam aos investidores as ações porque a empresa oferece um crescimento superior às concorrentes mesmo nesse cenário desafiador.
A taxa de crescimento anual do Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 3 anos para a TIM é de 10,7%, mais que o dobro da média da América Latina (4,1%).
Tempos difíceis
A recente proibição de vendas em alguns estados para a TIM deve ter um impacto mínimo nos resultados do terceiro trimestre (menos de 0,5%), mas pode haver um dano prolongado à marca, além dos investimentos na ampliação da rede necessários para atingir as exigências da Anatel. “De forma geral, prevemos que os tempos difíceis terão continuidade ao longo do resto do ano e, sem dúvida, em 2013”, diz o relatório do HSBC.
Uma nova determinação da agência reguladora proíbe as operadoras de cobrarem por novas chamadas para um mesmo número se a ligação cair. Todas as operadoras serão atingidas, mas a TIM deve ser a mais afetada. Na semana passada, o Ministério Público no Paraná divulgou um relatório de fiscalização da agência que acusava a TIM de derrubar intencionalmente a ligação dos clientes do plano Infinity para ganhar pela cobrança de uma nova chamada.
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