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Mercados | 18/07/2012 15:59

4 razões para apostar nas ações da Vale, segundo o HSBC

Analistas elevaram a recomendação e veem papel “extremamente barato”

Agência Vale/Divulgação

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Vale: analista acredita que a mudança no cenário já foi precificada

São Paulo – A equipe de análise global do HSBC mudou a sua visão sobre as ações da mineradora brasileira Vale após notar uma melhora nas perspectivas para a empresa. O analista Jonathan Brandt calcula ainda que os títulos negociam a um desconto de 20% em relação às maiores do mundo (Rio tinto, BHP Billiton, Anglo American e Xstrata) e de 46% para o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira.

“Nesses níveis de descontos (frente ao mercado e a seus pares), e considerando o fato de acreditarmos que os rebaixamentos nas projeções de lucros da Vale provavelmente terminaram pelo resto do ano, esperamos que a avaliação funcione como um suporte se o mercado de forma geral vivenciar uma atitude de fuga de risco”, avalia em um relatório enviado aos clientes.

O desconto na comparação com as outras mineradoras já foi atingindo antes, mas a última vez em que tal diferença ocorreu foi em 2006. Já a subavaliação na comparação do preço sobre o lucro por ação da Vale em relação ao mercado brasileiro em geral só encontra patamar parecido durante a crise financeira global de 2008. Segundo Brandt, a empresa “continua a ser extremamente barata”.

“Estamos agora otimistas com a perspectiva para as ações da empresa acreditamos que o perfil de risco/retorno passou a ser positivo. Os ventos desfavoráveis permanecem? É claro que sim. Porém, a Vale é o nome mais atrativo em termos de fundamentos em nosso universo de cobertura”, ressalta o HSBC.

Brandt, que elevou a recomendação de neutra para alocação acima da média (overweight) e possui um preço-alvo de 48,50 reais para as ações ordinárias (VALE3) e 42,50 para as preferenciais de classe A (VALE5), listou quatro motivos que sustentam a mudança em sua visão em relação aos papéis da mineradora.

1. Melhora na China

O banco acredita que as medidas de estímulo econômico, como os sucessivos cortes nas taxas de juros, implementadas pela China podem começar a surtir efeito. Nesta semana, o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, afirmou que as medidas para estabilizar a economia estão funcionando e que o governo vai acelerar os esforços no segundo semestre do ano para elevar a efetividade das políticas.

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