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Última atualização 22/08/2017 - 17:20 FONTE

A empresa que quebrou o jejum de IPOs da Bovespa

Alliar levantou quase 766 milhões de reais na operação. Mercado de ações brasileiro não tinha abertura de capital há mais de um ano

São Paulo — As ações da Alliar Médicos à Frente começaram a ser negociadas nesta sexta-feira (28) na BM&FBovespa. Com isso, a empresa de diagnósticos encerra um jejum de quase 16 meses sem ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) na bolsa brasileira.

A companhia levantou pouco mais de 766 milhões de reais na venda de títulos em oferta primária e secundária. Foram vendidas pouco mais de 38 milhões de ações ordinárias. Cada papel foi negociado a 20 reais.

No final da manhã, os títulos operavam em queda de cerca de 2% e eram negociados a 19,60 reais.

A empresa

Criada em 2011, a Alliar surgiu da fusão de 23 laboratório e hoje atua em mais de 100 unidades em dez estados do país.

Controlada pelo fundo de investimento Pátria, a empresa também tem como sócios cerca de 70 médicos. O comando da empresa está nas mãos do executivo Fernando Terni.

Segundo o prospecto preliminar apresentado no processo, a empresa é considerada a segunda maior empresa de diagnósticos por imagens do país, se for levado em conta o número de equipamentos de ressonância magnética.

É também a terceira maior prestadora de serviços de medicina diagnóstica em receita líquida. Em 2015, de acordo com o documento, a receita líquida pro forma não auditada foi de 818,7 milhões de reais. Nos primeiros seis meses de 2016, o montante foi de 460,1 milhões de reais.

Retomada dos IPOs

O presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, disse esperar que 2017 seja o “grande ano dos IPOs”. A expectativa, segundo ele, é que o número de processos de abertura de capital na Bolsa volte à média registrada no período de 2005 a 2008, de 25 por ano. “Vamos ter um choque de capitalismo nos próximos meses”, disse ele.

Para Pinto, a confiança no país já foi retomada. Uma prova disso, diz ele, é o próprio desempenho da Alliar, que teve uma demanda de 2,7 vezes a oferta. Os investidores estrangeiros, diz ele, representaram mais de 50% das ofertas da companhia.

“É emblemático que a retomada depois de um período em que o país estava na UTI seja feita com uma empresa da área da saúde”, disse ele.