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Última atualização 21/08/2017 - 17:20 FONTE

O mercado chinês e o Brasil

O marasmo acabou. Após uma semana de feriado, com o Ano Novo Lunar, os mercados na China abriram normalmente nesta sexta-feira – inclusive as negociações do minério de ferro. A bolsa de Xangai fechou em queda de 0,6%. O retorno deve ter um impacto direto no Ibovespa, que teve uma semana nada fácil até aqui (com queda de 2,2%). Pode ser uma boa notícia especialmente para a mineradora Vale a as siderúrgicas brasileiras – que vêm seguindo o desempenho do minério até aqui.

Desde a última sexta-feira, quando o feriado chinês começou, as ações ordinárias da Vale caíram 3,3% e as preferenciais, 4,4%. Para as siderúrgicas, a semana foi melhor: as ações da Usiminas subiram 3,5%, as da Gerdau 2,3% e as da CSN, 0,16%. O preço de minério de ferro fechou na semana passada em 83 dólares – o maior patamar desde outubro de 2014. As ações da Vale também estão no maior patamar desde o início de 2014.

Os próximos dois meses devem ser cruciais para entender até onde vai o preço do minério. “Na China, o mercado só começa depois do Ano Novo Lunar. Em janeiro, as empresas estocam minério de ferro e agora elas começarão a utilizar esse minério. É preciso monitorar o quão rápido as siderúrgicas vão usar esse minério para saber o quanto mais o preço ainda pode subir”, afirma Rafael Ohmachi, analista da corretora Guide.

O banco Citi estima que o preço do minério de ferro deve cair para os 65 dólares a tonelada neste ano. As estimativas de outros bancos é semelhante. Mas eles já erraram antes: em meados do ano passado, analistas projetavam o minério de ferro entre 50 e 60 dólares neste início de 2017.

Outra questão é Trump, que pode impactar empresas como a Gerdau, que exporta volumes crescentes para os Estados Unidos. Na Usiminas, está marcada para fevereiro uma reunião entre os sócios-controladores (a japonesa Nippon Steel e a ítalo-argentino Ternium Techint) para tentar resolver divergências que já duram três anos. Na CSN, o alto endividamento ainda é um ponto negativo. Ou seja: a China é importante, mas não é tudo.