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Rio de Janeiro - Países superaram impasses e aprovaram nesta terça-feira a proposta do Brasil para um texto final da Rio+20, apesar da resistência de algumas delegações e da crítica de ambientalistas, que apontaram para falta de ambição no documento.
A crise econômica internacional assombrou as expectativas da conferência, que chegou a ser chamada de Rio-20 por ONGs, e acabou se tornando uma justificativa para a resistência nas negociações de pontos-chave do texto.
Países ricos, tradicionais financiadores de projetos ambientais e os mais afetados pela crise, conseguiram barrar a criação de um fundo de 30 bilhões de dólares para programas sustentáveis, proposto pelo G77, grupo que reúne as nações em desenvolvimento.
Em vez da criação de um fundo, o texto cita instituições internacionais e privadas e o uso de variadas fontes de financiamento para implementação de medidas sustentáveis, mas não há menção a valores.
"O que se decidiu aqui foi ter uma estratégia para mecanismos de financiamento. Tem por trás também uma disputa, principalmente dos países desenvolvidos, de querer transferir para o setor privado a obrigação que é do setor público. Os países pobres não aceitaram isso", disse uma alta integrante da delegação brasileira, sob condição de anonimato.
Países ricos também rejeitaram se comprometer com a transferência de tecnologia, e o texto aprovado apenas reafirma a importância para que nações em desenvolvimento tenham acesso à tecnologia já disponível.
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