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Rio de Janeiro - Os líderes mundiais concluíram nesta sexta-feira a Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) com um morno apoio à economia verde, que ficou no tinteiro das boas intenções, relegada pelas urgências da crise e deixada à sorte da iniciativa privada.
A declaração final reconheceu a importância de dar impulso a uma economia respeitosa com o meio ambiente, mas postergou até 2014 a decisão de criar instrumentos financeiros para apoiar a transição a esse modelo, o que representou uma decepção para os ecologistas e os Governos que reivindicavam compromissos concretos.
Os países emergentes, aglutinados no grupo G77, pretendiam criar um fundo de US$ 30 bilhões para financiar projetos de desenvolvimento sustentável. Essa proposta, porém, foi eliminada do texto final devido à oposição dos países industrializados, que preferem dar mais atenção à crise econômica.
O diretor da ONG Ecologistas em Ação, Samuel Martín-Sosa, disse à Agência Efe que 'o encerramento em falso' da Rio+20 evidencia 'a falta de vontade política' dos governantes que, segundo ele, insistem no 'enfoque errado' de apostar todas as fichas no crescimento econômico.
'A receita que volta a ser posta na mesa é mais crescimento econômico. Acreditamos que há uma verdade inconveniente que os líderes do mundo não querem ver: não é possível que o crescimento econômico seja infinito, uma vez que o planeta é finito e tem recursos limitados', afirmou o ecologista.
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