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O presidente francês, François Hollande: “A Economia Verde é uma forma de sairmos da crise.''
Rio de Janeiro - O presidente francês François Hollande chegou ao Riocentro criticando o documento que foi fechado ontem pelos negociadores dos países da ONU e que começou a ser analisado pela Rio+20.
Hollande considera o documento fraco, mas destaca o progresso obtido quanto à preservação dos oceanos. Em coletiva de imprensa, disse que veio ao Rio de Janeiro para dar peso à conferência. “Não perdi as esperanças e vou continuar a lutar pelo documento. Quero dar um exemplo pelo caminho que vamos tomar no meu país em questões de energia, agricultura, cidades e justiça social”, afirmou.
O presidente francês defendeu a criação de um fundo para o combate à pobreza e o desenvolvimento sustentável, que arrecadaria fundos a partir de um imposto sobre produtos e ações financeiras na Europa. Para ele, a luta contra a pobreza não pode ser tratada em separado ao desenvolvimento. “Sei que há um determinado número de países europeus que não desejam esse imposto”, considerou.
Sobre Economia Verde, no entanto, o presidente não se mostrou tão entusiasmado: “A Economia Verde é uma forma de sairmos da crise. Mas ela não pode ser colocada como a grande solução para tudo. Deve ser um meio para que se alcancem os objetivos ambientais e se conquistem postos de trabalho”.
Hollande também se declarou favorável à criação de um órgão ambiental mais forte para reunir convenções da ONU, como as de mudanças climáticas, biodiversidade e desertificação.
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