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Rio 20: líderes mundiais encerram nesta sexta-feira a cúpula da Organização das Nações Unidas
Rio de Janeiro - Na busca por novas fontes de recursos para financiar o desenvolvimento sustentável, milionários e grandes empresas de países emergentes como o Brasil devem ser mobilizados para tornar o mundo mais justo, afirmou à Reuters o ministro de Desenvolvimento Internacional da Noruega, Heikki Holmas.
Autoridades mundiais reunidas na Rio+20 discutiam no último momento formas de financiar projetos de desenvolvimento sustentável e combate à miséria apesar de o documento em discussão na Rio+20 ter deixado para depois a definição de novos instrumentos para levantar recursos.
"Precisamos mobilizar mais dinheiro para fazer o mundo ser mais justo. Nós precisamos mobilizar recursos de pessoas ricas de mais países, diferentes países; o Brasil por exemplo tem umas das maiores desigualdades, Argentina o mesmo, se quisermos ser bem-sucedidos não podemos querer levantar recursos apenas de países ricos no mundo, mas de todas as pessoas ricas do mundo", afirmou o ministro nesta sexta-feira após participar de um dos painéis da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
O ministro também citou China e Índia como países que deveriam combater melhor desigualdades com transferência de recursos de empresas e pessoas ricas.
O ministro disse que está em estudo uma taxação sobre transporte aéreo, sobre operações de câmbio e transações financeiras, o que "levantaria dinheiro de pessoas ricas, de grandes empresas e não apenas de países ricos".
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