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São Paulo - Menos de 1% das regiões marinhas brasileiras está sob proteção. O valor é muito abaixo da meta estabelecida pelo documento de Nagoya, na Conferência das Partes sobre a Biodiversidade, em 2010, no Japão. O documento prevê que 17% das áreas terrestres e 10% das áreas marinhas estejam sob algum tipo de proteção até 2020.
Enquanto o Brasil está quase atingindo a meta nas regiões terrestres - atualmente protege 13% delas - , cientistas reunidos nesta quarta-feira no Fórum de Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Sustentável, no Rio de Janeiro, pedem velocidade para a criação de novas áreas de proteção marinhas. O encontro dará sugestões da comunidade científica para a cúpula da Rio +20, que ocorre entre os dias 20 e 22 de junho.
A região marítima brasileira representa metade da área total do território nacional. Na faixa que percorre toda a costa do Brasil encontram-se 365 municípios, 17 estados e 40 milhões de pessoas. De acordo com Ana Paula Prates, diretora de áreas protegidas do Ministério do Meio Ambiente, a área representa um importante reservatório de biodiversidade. "São 55 espécies de animais vulneráveis, 20 listadas como ameaçadas e 10 em perigo de extinção", diz.
De acordo com Carlos Joly, biólogo da Universidade de Campinas, desde a Eco-92 existe a discussão sobre a preservação dos oceanos, mas não se saiu do lugar. Uma grande parte da zona costeira brasileira está sob proteção - 40 % -, mas apenas 1,57% da parte marinha é realmente protegida.
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