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Segundo o diretor da Sistemas Espaciais da Rússia, sete horas antes do terremoto que atingiu o Japão em 2011, um "foco" foi observado na ionosfera sobre a região do desastre
Moscou - A corporação Sistemas Espaciais da Rússia propõe a utilização de uma nova tecnologia espacial para ajudar a prever os terremotos que afetam a Terra, informou nesta sexta-feira a rádio "A Voz da Rússia".
O sistema se baseia em um fenômeno que é registrado na atmosfera antes da formação de um terremoto e que foi descoberto pelos cientistas russos, explicou o diretor dessa corporação, Yuri Urlichich.
"Notamos uma mudança na concentração dos elétrons livres na ionosfera. Para não instalar uma infinidade de estações sismológicas sugerimos o lançamento (em orbita) de pequenos aparatos para que se conectem entre si e calculem o atraso do sinal", disse Urlichich.
Segundo o diretor da Sistemas Espaciais da Rússia, sete horas antes do terremoto que devastou a usina nuclear de Fukushima no Japão em março de 2011, um "foco" foi observado na ionosfera sobre a mesma região do desastre natural.
O porta-voz da instituição, Alexander Zubajin, afirmou à Agência Efe que esta nova tecnologia "não consegue prever os terremotos em sua totalidade (100%), mas consegue detectar as mudanças na atmosfera que antecedem um terremoto".
Para Zubajin, o descobrimento da mudança de concentração dos elétrons livres na ionosfera antes de um terremoto, junto com outros métodos, aumentará muito a exatidão das previsões dos terremotos.
O porta-voz ainda indicou que várias instituições científicas, entre elas uma italiana, se interessaram por esta nova tecnologia e, inclusive, financiaram parte das pesquisas russas.
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