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Energia limpa | 19/06/2012 11:34

Rio+20 quer impulsionar ecotecnologias em contexto difícil

O setor de energias renováveis se converteu em um mercado lucrativo, mas enfrenta dificuldades para alcançar seu pleno desenvolvimento

Frédéric Pouchot, da

Antonio Scorza/AFP

Maquete de uma "cidade verde" exposta na Cúpula Ambiental Rio+20

Entre mais de 11.000 empresas interrogadas, 52% justificaram a adoção destas ecotecnologias pela vontade de reduzir seus custos

Paris - A conferência Rio+20 deve insistir na necessidade de impulsionar os investimentos nas "ecotecnologias" e nas energias renováveis, setor que se converteu em um mercado lucrativo, mas que enfrenta dificuldades para alcançar seu pleno desenvolvimento.

Desde a "Cúpula da Terra" de 1992 no Rio, proliferaram novas e verdadeiras atividades econômicas vinculadas ao meio ambiente.

É assim como os geradores de vento e outros painéis solares apareceram por todas as partes no planeta como a expressão mais visível desta "economia verde", a qual esta conferência da Rio+20 é dedicada.

Este desenvolvimento parece cada vez mais motivado pela explosão do preço do petróleo e das matérias primas, que leva os empresários a se comprometer com o "desenvolvimento durável", algo que durante muito tempo foi considerado nada mais do que boas intenções, sem efeito real nos fatos.

Em um estudo publicado neste ano, o gabinete do conselho Grant Thornton destacou que o recurso aos "cleantechs" (ou ecotecnologias) agora pode ser justificado amplamente pelos "lucros comerciais" que as empresas esperam obter.

Efetivamente, nestes tempos de crise, as "tecnologias verdes" têm uma imensa vantagem: são investimentos rentáveis em longo prazo, num momento em que o crescimento desenfreado dos países emergentes faz o preço dos recursos disparar.

Entre mais de 11.000 empresas interrogadas no mundo pelo gabinete, 52% justificaram a adoção destas ecotecnologias pela vontade de reduzir seus custos e 45% pela de aumentar os lucros.

Por sua vez, a Agência Internacional de Energia (AIE), que considera que o desenvolvimento de energias de emissão escassa de CO2 é muito lento para estabilizar o aquecimento do planeta, argumenta que investir neste campo é uma opção "economicamente racional", já que cada dólar que é gasto pode gerar três dólares de economia.

Um exemplo emblemático é o Google, que precisa de enormes quantidades de eletricidade para fazer suas centrais informáticas funcionar, e que investiu mais de 900 milhões de dólares em energias renováveis.

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