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Presidente do IPCC, Rajendra Pachauri: "Chegou a hora de o conhecimento ser o grande impulsionador de qualquer ação global”
São Paulo - Rajendra Pachauri, presidente do IPCC – Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU e vencedor do Nobel da Paz em 2007, foi um dos participantes do encontro “Um Novo Contrato Social para o Século XXI”, promovido pelo Instituto Ethos e pelo Unitar – Instituto para Treinamento e Pesquisa da ONU, no sábado, para discutir – um dia após o término da Rio+20 – a contribuição da conferência para a construção de um novo contrato social (Veja outros links no final deste post).
“Agora é o momento de ver como um novo contrato social pode ser construído. Nas negociações multilaterais, perdemos de vista os objetivos iniciais. Mesmo nas COPs – Convenções das Partes, dedicamos pouco tempo para discutir as razões para tomarmos providências em relação às mudanças climáticas. Mas chegou a hora de o conhecimento ser o grande impulsionador de qualquer ação global”, salientou.
Para Pachauri, o maior desafio pós Rio+20 é encontrar os meios para preencher as lacunas entre o conhecimento e sua aplicação. Ele citou como exemplo o programa de seu instituto, o TERI – Instituto de Recursos Naturais e Energia, que oferece capacitação para mulheres de pequenas aldeias da Índia que não têm acesso à rede elétrica para o uso de painéis fotovoltaicos.
“Se pudermos fazer uso da tecnologia de forma aceitável para o mercado, estaremos aplicando um conhecimento que estaria fora do alcance das pessoas mais carentes”.
Um dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre energias renováveis aponta que, até 2050, o mundo poderá ter de 11% a 77% de sua energia originária de fontes não poluentes. Mas o resultado dos próximos 40 anos, segundo o cientista, está sujeito às políticas implantadas hoje.
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