Aguarde...
OperaçãoNavio Zumbi dos Palmares será entregue à Petrobras
DecisãoJustiça autoriza Petrobras a retomar obra do Comperj
ConcessãoCemig vai brigar na justiça por concessão de Jaguara
DecisãoANP determina estoques mínimos de combustível pela Petrobras
FiscalizaçãoANP faz maior operação contra combustível adulterado
São PauloRelação etanol/gasolina cedeu para 69,99%, diz Fipe
EnergiaGás de xisto pode ser alternativa para reduzir emissões?
ColetaRio quer selecionar 25% do lixo até 2016
ClimaNúmero de mortos por ciclone em Bangladesh sobe para 38
Vista área de Londres coberta por uma névoa de poluição: um risco para os atletas olímpicos
São Paulo – Os atletas olímpicos, que começam a desembarcar nesta segunda-feira em Londres, podem enfrentar, além das mais de 30 modalidades previstas na competição, uma prova de fogo invisível e de tirar o fôlego: a poluição do ar.
Especialistas de saúde do país têm alertado que a poluição no período do verão poderia prejudicar o desempenho e a saúde de muitos esportistas, principalmente daqueles ligados à atividades mais aeróbicas e de resistência, como ciclismo, corrida, natação e vela.
Keith Prowse, médico da Fundação Britânica do Pulmão, disse ao jornal birtânico The Guardian que se durante os jogos o nível de poluição no ar da cidade decepcionar, como já aconteceu cinco vezes este ano - em março, a poluição chegou a nível recorde -, muitos atletas podem sentir dores no peito, dores de garganta e falta de ar.
"Se a qualidade do ar estiver ruim, os atletas podem não alcançar seu desempenho máximo e aqueles que têm alguma tendência para a asma serão afetados", explicou Prowse. “O ar poluído pode inflamar as vias aéreas”, alerta.
Em termos de poluição atmosférica, Londres é uma das cidades mais sujas da Europa. Nem mesmo o inovador esquema de rodízio, adotado há oito anos no centro para controlar o tráfego de carros, conseguiu resolver o problema. Os principais poluentes são partículas minúsculas de fuligem, chamadas PM2,5.
Medindo apenas 0,0025mm, elas resultam da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e formam, por exemplo, a fuligem preta em paredes de túneis e latarias de carroceria, na sua maioria emitidos pelo tráfego, mas também de fábricas.
Além disso, a cidade tem as piores concentrações de dióxido de nitrogênio entre todas as capitais na União Europeia. A emissão de NO2, que provém principalmente da queima de combustíveis pelo transporte, pode provocar problemas respiratórios, diminuir a resistência do organismo à vários tipos de infecções e contribuir para a formação de chuva ácida.
Fé em solução mágica
Para combater a poluição, as autoridades londrinas apostam suas fichas no uso de uma “cola mágica”. Desde o começo do ano, um veículo especial asperge sobre determinadas ruas da cidade uma solução de acetato de magnésio de cálcio, que tem o curioso efeito de atrair partículas de poeira fina em suspensão e prendê-las ao asfalto.
Uma vez capturada, a poeira é recolhida pelo movimento contínuo dos pneus de carros ou lavada pela chuva. A ideia da prefeitura é intensificar o uso dessa solução para tentar melhorar a qualidade do ar a tempo da abertura dos jogos, no dia 27.
A tática adotada por Londres difere bastante das medidas, mais radicais que Pequim implementou para as Olimpíadas de 2008. Preocupado com a poluição do ar, o governo chegou a limitar o tráfego de carros, com rodízios especiais, e também fechou temporariamente algumas fábricas.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados