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A Rede de Ação Climática (cuja sigla em inglês é CAN) é uma entidade internacional, que engloba mais de 700 organizações não governamentais
Rio de Janeiro – Em nome de cerca de 1.000 organizações não governamentais (ONGs), o representante da Rede de Ação Climática, Wael Hmaidan, pediu hoje (20) para que a referência de apoio atribuída às entidades civis organizadas seja retirada do texto final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20. O apelo, em tom de cobrança, ocorreu na primeira sessão plenária da conferência, no final desta manhã.
Hmaidan discursou por menos de cinco minutos, ressaltando o apoio das organizações, mas houve tempo suficiente para enviar sua mensagem aos cerca de 100 chefes de Estado e Governo presentes na Rio+20. As organizações protestam contra o conteúdo do texto, alegando que ele não atende às demandas básicas envolvendo questões sociais e ambientais, apresentadas pelas ONGs que participaram das negociações como observadoras.
No seu breve discurso, Hmaidan reclamou da exclusão de quatro aspectos no documento final da conferência. Segundo ele, não há menção ao direito reprodutivo das mulheres, limitações sobre o uso e a produção de energia nuclear, regulação detalhada das águas oceânicas, além de metas e prazos.
Para Hmaidan, seria essencial mencionar as preocupações sobre a questão nuclear principalmente depois dos vazamentos e explosões na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, em março de 2011. Em decorrência dos acidentes nucleares no Japão, o mundo passou a prestar mais atenção ao assunto e houve um alerta, como admitiram várias autoridades.
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