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São Paulo - Para analisar os resultados da Rio+20 e da grande mobilização que ela provocou, como também o contexto pós evento e soluções para o futuro, o movimento Planeta Sustentável realizou debate que reuniu ontem – na sede da Editora Abril, em São Paulo – personalidades importantes com participação ativa na conferência como Fábio Barbosa, Eduardo Giannetti, Justiniano Neto e Aron Belinky.
A conversa foi mediada por André Lahoz, diretor de redação da revista Exame. Na plateia, 120 pessoas, entre especialistas em sustentabilidade, executivos e jornalistas.
Fábio Barbosa, presidente da Abril S.A. – que, durante a conferência participou dos Diálogos Sustentáveis da ONU, do Fórum do Pacto Global, do Fórum do BASD e do Rio+Social organizado pela UN Foundation da qual é conselheiro e recebeu o prêmio Champions of the Earth, do Pnuma -, foi o primeiro a falar.
Para ele, ficou muito claro que os governos não conseguirão agir sozinhos e que devem ser pautados pelos anseios da sociedade, por isso mesmo, a mobilização da sociedade civil foi tão importante. “Já vemos hoje jovens mais conscientes, preocupados por exemplo, com a emissão de CO2 do carro que pretendem comprar”, disse.
“Consumidores e empresas devem ser protagonistas e fatores determinantes para que o tema sustentabilidade avance”. Barbosa afirmou, ainda, que esse tema não pode ser visto como um mecanismo restritivo ao crescimento, mas como uma oportunidade de desenvolvimento de novos negócios. “Saímos da Rio+20 com uma visão mais madura, com uma nova visão para nossa sociedade”.
Mais pragmático, Eduardo Giannetti da Fonseca, pós-doutor em economia pela Universidade de Cambridge, cientista social e escritor, também se disse muito impressionado com a mobilização social provocada pela conferência, porém, decepcionado com os desdobramentos práticos do encontro. “Essa é uma trajetória que precisamos mudar, mas a solução ainda está muito longe de acontecer”, afirmou. O economista mostrou, de forma clara, como até hoje o modelo econômico empregado no mundo todo menospreza totalmente o valor dos recursos naturais sobre os bens de consumo.
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