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Izabella Teixeira: Ela avaliou a Rio+20 como um evento “extremamente importante” no conjunto de conferências da ONU
Rio de Janeiro – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, lamentou hoje (22), em entrevista no Espaço Humanidade 2012, que questões como a dos direitos reprodutivos das mulheres, “em que o Brasil já avançou tremendamente”, e de oceanos, “embora aprovado o tratado”, não tenham avançado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, que se encerra nesta sexta-feira, no Riocentro.
“Creio que, na questão da produção e do consumo, além da adoção do plano [para que os países atinjam a sustentabilidade nessas duas áreas], nós poderíamos ter deixado claro o que significa isso. O plano é excepcional, mas como é que nós vamos transformar com as obrigações dos países desenvolvidos?”, questionou Izabella.
Para a ministra, o Brasil lutou pelo que deveria ser incluído na Rio+20. Um dos destaques, segundo ela, foi o piso social, que assegura renda para as populações pobres com critérios ambientais, econômicos e sociais. “Nós temos ambições realizadas e vamos fazer mais”, prometeu.
No cômputo geral, o balanço é positivo, disse Izabella Teixeira. Ela avaliou a Rio+20 como um evento “extremamente importante” no conjunto de conferências da ONU e destacou o engajamento da sociedade civil, “como nunca se tem visto no mundo. Foram mais de 3 mil eventos acontecendo no Rio de Janeiro, no Brasil”.
Ela acrescentou ainda que os resultados da conferência são fruto da coletividade. “Porque é um resultado da ambição coletiva. Reunir 193 países para discutir suas prioridades e ambições e traduzir isso em um documento que possa sinalizar um novo caminho em relação a consumo sustentável, à mensuração de riqueza.”
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