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"Isto se assemelha a uma desculpa para evitar responsabilidades", responde no relatório a comissão, que também ressalta que a "Tepco e as autoridades de regulamentação estavam a par dos riscos de tsunami e de terremoto".
"Apesar das várias oportunidades para adotar medidas, as agências de regulação e a direção da Tepco deliberadamente não fizeram nada, adiaram as decisões ou tomaram as medidas que lhes eram convenientes. Nenhuma medida de segurança foi adotada no momento do acidente", afirma o relatório.
A comissão estava integrada por 10 membros da sociedade civil (sismólogos, advogados, médicos, jornalistas e acadêmicos) designados pelos parlamentares.
Presidida pelo professor Kyoshi Kurokawa, a comissão interrogou os principais personagens da época e iniciou as investigações em dezembro de 2011.
O primeiro-ministro no momento da tragédia, Naoto Kan, admitiu em uma audiência da comissão, em maio, a responsabilidade do Estado na catástrofe, mas defendeu a administração geral da crise, apesar de alguns erros.
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