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Problema do lixo plástico é mais grave no norte do Oceano Pacífico, mas se repete em todo o ambiente marinho do planeta
São Paulo - A massa de pequenos pedaços de plástico que emporcalha o oceano Pacífico aumentou cerca de 100 vezes nas últimas quatro décadas, segundo estudo do Instituto Oceanográfico Scripps (SIO), dos EUA.
Liderada pela oceanógrafa Miriam Goldstein, a pesquisa apontou que a ilha de plástico no Pacífico já ocupa uma área maior do que o Estado de Minas Gerais, que possui mais de 586 mil km² de extensão, e está alterando o ecossistema marinho.
Isso porque, além das partículas plásticas - que são ricas em produtos químicos tóxicos - serem ingeridas pelos animais marinhos e aves, a aglomeração de plástico no oceano está provocando a proliferação do inseto Halobates sericeus, que se alimenta de ovos de peixe e plâncton. O animal, que vive no mar, necessita de uma superfície dura para depositar seus ovos, que é encontrada com muito mais facilidade a medida que a quantidade de lixo plástico aumenta no oceano.
De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o problema do lixo plástico é mais grave no norte do Oceano Pacífico, mas se repete em todo o ambiente marinho do planeta. Em cada km² de oceano são encontradas, em média, 13 mil partículas de microplástico.
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