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Nuvem de poluição em São Paulo: metrópoles, como São Paulo e Cidade do México, tiveram um aumento dos casos de internação por inflamações alérgicas pulmonares
São Paulo - Nas últimas décadas, grandes metrópoles, como São Paulo e Cidade do México, tiveram um aumento dos casos de internação por inflamações alérgicas pulmonares, como a asma, sendo que diversos estudos científicos apontam a poluição ambiental como a causadora disso.
No Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, estudos experimentais com camundongos mostraram que a exposição neonatal a poluentes ambientais acarreta, na vida adulta, uma reação exacerbada do organismo a outros estímulos ambientais alérgicos e infecciosos, deixando-o muito sensível e predisposto ao desenvolvimento da asma.
O estudo está sendo realizado pela farmacêutica Karen Tiago dos Santos sob a orientação da professora Soraia Katia Pereira Costa, do Departamento de Farmacologia. Também participam do estudo os pesquisadores do ICB, Marcelo Muscará, Wothan Lima e Jean Pierre Peron.
O grupo de cientistas trabalhou com o poluente 1,2-naftoquinona (1,2-NQ), que é um dos componentes da poluição ambiental resultante da queima de diesel. A 1,2-naftoquinona é um derivado do metabolismo de naftaleno, encontrado no petróleo e, ainda, na indústria para fabricação de plásticos e corantes. Seu emprego é também comum como inseticida.
Os testes foram realizados em camundongos na primeira semana de vida (5, 7 e 10 dias). Os animais foram mantidos durante 15 minutos, em três dias alternados, em um ambiente com baixa concentração do poluente 1,2-NQ. Após 2 meses, esses mesmos animais foram novamente estudados.
“Essa idade equivale a de um adulto jovem, na faixa dos 20 aos 30 anos”, compara a professora Soraia. Foi realizada uma investigação na resposta inflamatória alérgica (asma) por meio da exposição dos animais a ovoalbumina, proteína presente na clara do ovo. Os animais do primeiro grupo não haviam sido expostos à poluição (controle); já o segundo era formado pelos camundongos expostos ao poluente 1,2-NQ. Ambos desenvolveram alergia a proteína.
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