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O objetivo principal da Cúpula dos Povos é denunciar ''as causas estruturais'' das crises econômica e ambiental
Rio de Janeiro - A Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) contará com dezenas de atos paralelos organizados por movimentos civis, empresas e grupos ambientalistas que concentrarão seus esforços em questões sociais e ambientais.
A Cúpula dos Povos, organizada por dezenas de movimentos sociais nacionais e internacionais, é o principal evento alternativo e o que está dotado de um espírito mais crítico em relação ao tom das discussões dos chefes de Estado, que se reúnem nos dias 20, 21 e 22 de junho.
Esta cúpula alternativa que reunirá 20 mil pessoas entre os dias 15 e 22, contará com assembléias populares, manifestações e numerosas atividades culturais organizadas no Aterro do Flamengo, segundo seus organizadores.
O objetivo principal da Cúpula dos Povos é denunciar ''as causas estruturais'' das crises econômica e ambiental, pôr em evidência as ''falsas soluções'' propostas pelos governos e propor ''novos paradigmas'' de desenvolvimento sustentável.
Da mesma forma que ocorreu na ECO92, também estarão representados os povos nativos da América e da África, que reuniram cerca de 1.200 representantes em uma aldeia multiétnica erguida em uma área florestal a cerca de cinco quilômetros da sede da Rio+20.
Os índios pretendem apresentar sua visão do desenvolvimento sustentável aos líderes mundiais em um documento que será entregue durante as jornadas de diálogo organizadas entre as autoridades e os representantes da sociedade civil, que acontecerão entre os dias 16 e 19 deste mês.
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