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Tratamento | 13/07/2012 10:21

Estudo aponta alternativa para emissário submarino

Readequação do tratamento do esgoto do emissário mais antigo da costa paulista permitiria ao sistema manter seu atual nível de vazão, indica estudo da USP

Elton Alisson, da

Stock.XCHNG

Cano de esgoto sendo liberando na água

São Paulo - Algumas cidades litorâneas brasileiras possuem sistemas de tratamento de esgoto sanitário que utilizam tubulações (emissários submarinos) para lançar efluentes domésticos ou industriais em grandes profundidades no oceano, devido à alta capacidade de dispersão de contaminantes pelo mar.

No entanto, ainda não há no país uma legislação que estabeleça qual pré-tratamento deve ser adotado pelos emissários submarinos e quais compostos presentes no esgoto precisam ser removidos antes de chegar ao mar, de modo a minimizar os impactos ambientais.

Um estudo de doutorado, realizado pelo oceanógrafo Eduardo Lucas Subtil no Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com Bolsa da Fapesp, apontou qual seria a melhor opção de pré-tratamento e o principal composto a ser removido no esgoto lançado por emissários submarinos com vazão elevada, como o de Santos, no litoral paulista.

A pesquisa concluiu que a aplicação de produtos químicos específicos, em um tratamento denominado “primário avançado”, seria capaz de remover os sólidos suspensos e elementos presentes no esgoto que passam pelo emissário submarino, como o fósforo.

Os resultados do estudo já começaram a despertar o interesse e podem servir de subsídio para órgãos de fiscalização ambiental elaborarem legislações específicas para emissários submarinos.

“Na maioria dos países já existem leis ambientais para isso. No Brasil, a primeira legislação que menciona emissários submarinos foi lançada em 2011 pelo Conama [Conselho Nacional do Meio Ambiente], que estabeleceu como tratamento mínimo obrigatório a remoção de 20% dos sólidos suspensos. Mas essa medida ainda é insuficiente para emissários submarinos de vazão elevada e localizados em regiões de circulação marinha restrita”, disse Subtil.

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