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Solitário George, último representante da espécie "Geochelone Abigdoni", com idade estimada de mais de 100 anos
Quito - O Equador iniciou nesta semana os trâmites para declarar como patrimônio cultural o ''Solitário George'', a última tartaruga de sua espécie, que morreu em junho nas Ilhas Galápagos por causas naturais, informou nesta quinta-feira o Ministério Coordenador de Patrimônio (MCP) do país.
''O ''Solitário George'' é considerado símbolo da conservação do patrimônio natural das Ilhas Galápagos e do planeta, e também parte da memória coletiva e identidade cultural do Equador'', assinalou o Ministério.
A pasta indicou já ter iniciado a coleta de informações com a ajuda de vários cientistas, pois a vida da centenária tartaruga tem ''um interesse'' especial para ''a ciência e a história natural das Ilhas Galápagos e do mundo''.
Por outro lado, o vice-ministro coordenador de Patrimônio, Juan Carlos Coellar, entregou nesta quarta-feira às autoridades do Parque Nacional e do Conselho do Governo das Ilhas Galápagos uma placa comemorativa de reconhecimento especial ao ''Solitário George'' em uma sessão solene, na qual também foram comemorados os 53 anos da criação do Parque Nacional de Galápagos.
''Este não é apenas um reconhecimento ao ''Solitário Jorge'', mas à grande biodiversidade que das ilhas e um convite aos turistas e aos cidadãos para continuarem com a conservação deste frágil ecossistema'', destacou Coellar em seu discurso.
O corpo da tartaruga será embalsamado e exibido em uma exposição num centro dedicado exclusivamente às tartarugas terrestres, que ainda será construído e levará o nome de George, ressaltou o MCP.
Esta tartaruga gigante, procedente da ilha La Pinta, era a última de sua espécie - ''Chelonoidis nigra abingdoni'' - e, durante 40 anos, foi o símbolo do arquipélago de Galápagos.
A centenária tartaruga vivia no Centro de Reprodução e Criação de Tartarugas, na Ilha de Santa Cruz.
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