Aguarde...
SustentabilidadeFundo Amazônia começa a distribuir recursos para projetos
ComunidadeSeattle planta floresta urbana comestível (e gratuita)
BarrisProdução de petróleo saudita sobe 1,9% em abril
ChuvasInundações matam 120 pessoas no norte da Índia
ReaberturaJapão aprova requisitos de segurança para usinas nucleares
Ecodesign Lâmpada usa algas para iluminar ambientes
TragédiaSobe para 95 o número de mortos em inundações na Índia
AbaloTerremoto de magnitude 5,6 atinge costa central do Peru
Árvores cortadas na Floresta Amazônica: tradicionalmente o desmatamento da Amazônia foi responsável pela maior fatia das emissões de gases estufa do Brasil
São Paulo - A queda no desmatamento da Amazônia de 2004 até 2011 permitiu uma redução de 57% nas emissões de gases estufa brasileiras provenientes da região. O dado foi anunciado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com base em um novo sistema de análise das emissões, o Inpe-Em.
O modelo, que começou a ser desenvolvido há três anos, oferece um detalhamento maior da situação por região e também ao longo do tempo. Ele combina informações de satélite do sistema Prodes do Inpe, que oferece anualmente as taxas de desmatamento, com mapas do total de biomassa que tem na região.
A diferença em relação ao modelo tradicional é que esse trabalha com um cálculo simples: taxa de desmatamento versus biomassa média versus porcentagem de carbono da biomassa. "O novo sistema não só considera que as regiões são muito heterogêneas como o fato de que todo o carbono presente naquela biomassa não é emitido no instante do desmatamento. Parte é queimada, parte fica ainda um tempo no solo, na raiz, na madeira que foi retirada. A inovação foi incorporar esse processo ao arcabouço espacial", explica Ana Paula Aguiar, pesquisadora do Centro de Ciência do Sistema Terrestre, coordenadora do projeto.
Isso significa que as emissões continuam ocorrendo mesmo depois de ocorrido o desmate. Se fosse feito somente o cálculo simples, por exemplo, a redução de emissões teria sido de quase 74%, em vez dos 57% indicados no novo trabalho. A metodologia foi publicada recentemente na revista Global Change Biology.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados