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Para Elisabeth Laville, diretora da consultoria UTOPIES, é preciso questionar e rever o estilo de vida ocidental
Rio de Janeiro - Nas próximas décadas o mundo ganhará 1,8 bilhão de novas residências com a saída de populações da zona de pobreza, principalmente nos países em desenvolvimento.
Alimentos e combustíveis ficarão mais caros. E com o ritmo atual de crescimento do consumo mundial, que bateu os 50%, uma solução imediata, de curto prazo, na busca por uma economia de desenvolvimento sustentável é inevitável. “Falta urgência nas conversas para o crescimento sustentável”, alertou Kelly Rigg, diretora executiva do Global Campaign for Climate Action.
A diretora, que também é ativista do Greenpeace, foi uma dos dez debatedores que participaram hoje pela manhã, no Riocentro, dos Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável que teve como tema “Economia e os padrões sustentáveis de produção e consumo”.
Para Elisabeth Laville, diretora da consultoria UTOPIES, é preciso questionar e rever o estilo de vida ocidental. Segundo ela, enquanto as emissões de carbono aumentaram em 20% na França, são justamente os países ocidentais que estão mais embaixo no ranking com os índices de felicidade.
“A sociedade precisa depender menos do consumo”, afirmou Elisabeth. Mesma opinião tem Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu, que acredita que o desenvolvimento sustentável depende do bem estar social. “Precisamos mudar o modelo da sociedade centrada no consumo de bens para o bem estar das pessoas”, disse.
Uma das sugestões feitas por Mattar é diminuir a jornada de trabalho. “Há 122 anos foi a última vez que reduzimos a carga horária dos trabalhadores. Trabalhando menos consome-se de maneira mais responsável”. Outra iniciativa sugerida pelo presidente do Instituto Akatu foi a criação de um fundo financiado por grandes empresas que usariam 5% das verbas publicitárias para elaborar campanhas sobre o consumo sustentável. “Crianças e jovens precisam ser educados sobre um novo padrão de consumo”, disse.
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