Aguarde...
InsuficienteGoverno impõe térmica bicombustível à MPX por pouco gás
AgostoGoverno escolherá modelo de acionamento de termelétricas
ExtremosMudanças climáticas reservam ventos e calor de matar aos EUA
ExpansãoDebate ambiental é desafio para setor elétrico, diz EPE
EletricidadeAneel aprova edital do leilão de energia existente A-0
Fúria As imagens da destruição causada pelo tornado em Oklahoma
EnergiaSudene aprova R$479 mi em projetos de parques eólicos
EUANúmero de mortos por tornado em Oklahoma chega a 91
Segundo cientistas, tema da biodiversidade recebeu muito pouca atenção no documento final da Rio+20
São Paulo - A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) mobilizou a comunidade científica e foi palco de discussões que revelaram avanços sem precedentes no conhecimento sobre os limites do planeta – conceito indispensável para determinar uma agenda dedicada à sustentabilidade global.
No entanto, nada disso se refletiu no documento final da conferência, intitulado “O Futuro que queremos”, que teve até mesmo o termo “ciência” cortado do único tópico onde aparecia com destaque, de acordo com cientistas reunidos no dia 23 de agosto no 2º Workshop Conjunto BIOTA-BIOEN-Mudanças Climáticas: o futuro que não queremos – uma reflexão sobre a Rio+20.
O evento, realizado na sede da Fapesp, reuniu pesquisadores envolvidos com os três grandes programas da Fapesp sobre temas relacionados ao meio ambiente – biodiversidade (BIOTA-Fapesp), bioenergia (BIOEN) e mudanças climáticas globais (PFPMCG) – com a finalidade de fazer uma avaliação crítica dos resultados da Rio+20, especialmente no que diz respeito às perspectivas de participação da comunidade científica nas discussões internacionais nos próximos anos.
De acordo com Carlos Alfredo Joly, coordenador do Programa BIOTA-Fapesp, a comunidade científica brasileira e internacional se mobilizou intensamente durante a Rio+20 e chegou à conferência preparada para fornecer subsídios capazes de influenciar a agenda de implementação do desenvolvimento sustentável.
“Nada disso se refletiu na declaração final. Chegou-se a um documento genérico, que não determina metas e prazos e não estabelece uma agenda de transição para uma economia mais verde ou uma sustentabilidade maior da economia”, disse Joly.
A maior esperança dos cientistas para que a conferência tivesse um resultado concreto, de acordo com Joly, era que o texto final reconhecesse, já em sua introdução, o conceito de limites planetários, proposto em 2009 por Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo. A expectativa, porém, foi frustrada.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados