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Rio de Janeiro - Chega de "blá-blá-blá" na cúpula da ONU Rio+20, exigem os cidadãos comuns que esperam soluções concretas em longo prazo para preservar o meio ambiente e que estão preparando recomendações para os cerca de 130 líderes mundiais que se reúnem a partir de quarta-feira no Rio de Janeiro.
Internautas, ativistas e cidadãos em geral participam dos "Diálogos sobre a Sustentabilidade", encontros paralelos à conferência Rio+20, onde se aborda os graves problemas do planeta, como a poluição dos oceanos, o desmatamento, a falta de água e a queda da qualidade de vida nas megacidades.
"Há muitas coisas para mudar e Rio+20 não pode ficar apenas no blá-blá-blá. A sociedade civil tem de fiscalizar, estar ciente e pressionar para que sejam definidas ações concretas. Vai depender de todos os setores", declarou à AFP Camila Pianca, uma bióloga de 32 anos.
"O objetivo é buscar soluções práticas", afirmou Julia Marton-Lefevre, diretora da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). "Muitas pessoas dizem aos governantes 'parem de falar, façam alguma coisa' e elas estão certos", acrescentou.
Destes diálogos, inéditos neste tipo de conferência, vão sair 30 recomendações - três para cada tema - que devem ser entregues aos chefes de Estado e de Governo que se reunirão de quarta-feira no Rio.
"As idéias não são utópicas, são gerais, mas é natural que em um debate como este não se consiga entrar em grandes detalhes. O importante aqui é que é uma contribuição da população, abordando questões que afetam suas vidas", comentou à AFP o embaixador brasileiro Rubens Ricupero, ex-secretário geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
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