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Portanto, precisamos de planejamento participativo valendo-nos dos meios técnicos que a ciência moderna oferece, mas não só com a mão do planejador. Devemos voltar a planejar com base num diálogo quadripartite, ou seja, com um quarto parceiro que é a sociedade civil organizada”.
Segurança alimentar
“Para que esse planejamento tenha condições de propor soluções válidas, tem que garantir a segurança alimentar. Sem ela, nada funciona. Este tema nos remete ao problema da revolução verde e, para discuti-lo, é preciso colocar em pauta a questão das reformas agrárias. Aliás, devemos pensar na revolução verde e na azul. Temos um enorme potencial de recursos renováveis e todas as possibilidades para combinar essas duas revoluções. Mas ainda temos muito chão para melhorar nosso desempenho em segurança alimentar”.
Segurança energética
“Temos que ter uma estratégia de saída gradual das energias fósseis. Primeiro, porque elas estão se esgotando. Segundo, para evitar emissões excessivas de gás carbônico. Também não devemos construir nosso futuro baseados em energia nuclear, o que nos remete às fontes renováveis”.
Cooperação internacional
“Devemos repensar até onde podemos aumentar o fundo de desenvolvimento internacional socialmente includente e ambientalmente sustentável. Como? Com os ganhos de 1% do PIB dos países ricos, com os impostos que devem ser estabelecidos sobre as emissões de carbono e – se dependesse de mim – com um pedágio sobre o uso dos ares e dos oceanos. Ou seja, cada navio e cada avião pagariam pedágio sobre frete ou passagem emitidos. A ONU também deveria reorganizar sua cooperação técnica utilizando a geografia dos biomas, estabelecendo uma cooperação entre países que compartem o mesmo bioma”.
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