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Negociações | 18/06/2012 07:15

4 fontes de discórdia para acordos na Rio+20

Como nas demais conferências da ONU, interesses divergentes entre países ricos e pobres sobre temas-chave emperram acordos sobre futuro do planeta

Agência Brasil/ Marcello Casal

Homem com fantasia de esqueleto na Cúpula dos Povos, evento paraleleo à Rio 20

Divergências atrapalham acordo sobre financiamento do desenvolvimeto sustentável

Rio de Janeiro - Parece déjà vu. Mais uma vez, centenas de países tentam chegar a um consenso a respeito dos melhores caminhos e mecanismos para se alcançar um mesmo objetivo: o desenvolvimento sustentável - ou como conciliar crescimento econômico inclusivo sem exaurir os recursos do planeta nem prejudicar o bem-estar de gerações futuras.

E mais uma vez, a possibilidade de se chegar a um acordo que satisfaça a todos parece diminuir a medida que as negociações, na Rio+20 , do Comitê Preparatório (do qual participam diplomatas e funcionários dos governos), iniciadas há três dias, se desenrolam noite à dentro no Riocentro, sede das discussões sobre o futuro do planeta.

Diante do impasse, o Brasil assumiu a presidência das discussões e elaborou um novo documento de 56 páginas - "mais enxuto" que o anterior, segundo o ministro das relações exteriores Antônio Patriota, com suas mais de 80 páginas -, na esperança de chegar, em tempo apropriado, ao texto final. Até agora, o percentual acordado do documento é de apenas 38%. E restam apenas dois dias para alcançar um texto com a menor quantidade possível de pontos em aberto, antes dos líderes de Estado e governos chegarem para as reuniões da cúpula de alto nível, que acontecem entre os dias 20 e 22.

Como nas demais conferências da ONU, interesses divergentes entre países ricos e pobres sobre temas-chave emperram os acordos sobre futuro do planeta. Não só isso, há problemas também quanto às formas de implementação da chamada economia verde, entre outros nós.

Economia verde - quem dá mais?

Ninguém discute que os países pobres precisam de ajuda financeira para colocar em prática o desenvolvimento sustentável e fazer a transição para a economia verde - marcada predominantemente por investimento em energias menos poluentes, tecnologias limpas e negócios mais sociais e inclusivos.

A divergência se instala na hora de saber quem vai financiar essa transformação. Para os países pobres cabe às nações ricas essa responsabilidade.

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